Cultura

Bruna Marquezine, Camila Queiroz, Sarah Jessica Parker e mais celebridades vão a desfile da Intimissimi na Itália

A marca italiana de lingerie retornou às passarelas com um evento inesquecível nesta quarta-feira, 05 de setembro, em Verona; um convite exclusivo para descobrir uma floresta encantada, habitada por criaturas graciosas e sensuais

Após quatro anos de deslumbre, glamour e música do Intimissimi on Ice na Arena di Verona, a Intimissimi retornou às passarelas com um show imperdível nesta quarta-feira, 5 de setembro, na Itália. Os presentes foram convidados a descobrir uma floresta mágica, o cenário perfeito para um conto de fadas ao mesmo tempo italiano e internacional; contemporâneo, mas eterno, sedutor e feminino.

Entre as convidadas brasileiras ilustres estavam Bruna Marquezine, Camila Queiroz e Helena Bordon, que dividiram os holofotes com nomes como Sarah Jessica Parker, Chiara Ferragni, Alexa Chung e Jourdan Dunn. Tops brasileiras riscaram a passarela, como Isabeli Fontana, Lais Oliveira e Gracie Carvalho, ao lado da russa Irina Shayk, uma das estrelas e atual embaixadora mundial da Intimissimi, que abriu o show e puxou a fila para as outras modelos.

FOTOS: Intimissimi\Divulgação

Fotos : Lucas Possiede/ Divulgação

 

 

 


7 DE SETEMBRO

Em Brasília e no Rio, 9,7 mil militares e civis participam do desfile de 7 de setembro

Cerca de 30 mil pessoas acompanharam o desfile na capital do País

 

Para celebrar o Dia da Pátria, mais de 9,7 mil pessoas participaram do desfile cívico-militar em Brasília e no Rio de Janeiro. Na capital do País, o desfile foi acompanhado pelo presidente Michel Temer e diversos ministros do governo, e cerca de 30 mil pessoas foram assistir ao evento das arquibancadas e dos arredores da Esplanada dos Ministérios.

Com a participação de 4,5 mil militares e civis, o tema escolhido para a parada deste ano foi "Celebre a história da nossa independência". Diversos nomes de grande importância para a construção do País foram homenageados, como Dom Pedro, Santos Dumont, Maria Quitéria e Tiradentes. Conheça mais sobre a história dessas personalidades e outros fatos interessantes sobre o 7 de setembro na página especial do governo federal.

Já no Rio de Janeiro, o desfile foi composto por 5,2 mil integrantes das Forças Armadas, das Polícias, do Corpo de Bombeiros e de escolas, entre outros. Na região da Avenida Presidente Vargas, no centro da cidade, aeronaves militares fizeram apresentações.

Fonte: Agência Brasil

 
 
 

Peritos já sabem onde começou o fogo no Museu Nacional; hipótese de incêndio criminoso não é descartada

Local exato onde incêndio começou não foi divulgado pela Polícia Federal para não atrapalhar as investigações. Quinta da Boa Vista recebeu manifestantes neste 7 de setembro.

 

 

Os peritos da Polícia Federal já sabem onde começou o fogo no Museu Nacional. Mas, para evitar especulações sobre a causa da tragédia, ainda não divulgaram o local exato. A hipótese de incêndio criminoso não está descartada pelos investigadores, conforme apurou o RJTV.

 
Incêndio no Museu Nacional (Foto: GloboNews)Incêndio no Museu Nacional (Foto: GloboNews)

Incêndio no Museu Nacional (Foto: GloboNews)

O Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, foi destruído por um incêndio de grandes proporções no dia 2 de setembro.

Nesta sexta-feira (7), muita gente aproveitou o feriado para passear na Quinta da Boa Vista. Foi lá, no palácio que abrigava o Museu Nacional, que teve início o processo de independência do Brasil. Em agosto de 1822, Dom Pedro viajou para São Paulo e nomeou a princesa Leopoldina regente interina do Brasil. Dez dias depois, ela recebeu uma carta de Portugal com péssimas notícias. As medidas anunciadas acabavam com o poder de Dom Pedro e ainda ameaçam dividir o Brasil.

Leopoldina não pode esperar pela volta do príncipe e, após uma reunião com o conselho de ministros, assinou a declaração de Independência do Brasil dentro do palácio da Quinta da Boa Vista. O famoso Grito do Ipiranga só aconteceu cinco dias depois.

 
 
Foto do palácio localizado na Quinta da Boa Vista antes do incêndio que destruiu o Museu Nacional (Foto: Divulgação/Museu Nacional)Foto do palácio localizado na Quinta da Boa Vista antes do incêndio que destruiu o Museu Nacional (Foto: Divulgação/Museu Nacional)

Foto do palácio localizado na Quinta da Boa Vista antes do incêndio que destruiu o Museu Nacional (Foto: Divulgação/Museu Nacional)

 

Manifestações populares

Os visitantes da Quinta da Boa Vista também aproveitaram o feriado de 7 de setembro para protestar contra a ruptura com as origens do país que estavam guardadas no Museu Nacional. Os índios da Aldeia Maracanã participaram da manifestação. Um antropólogo disse que a coleção com cerca de 20 mil peças dos primeiros habitantes do país foi destruída.

Em outros setores do museu, mais perdas de objetos ligados à nossa identidade. Na parte africana, por exemplo, o destaque era o trono do Rei do Daomé. No legado europeu, a coleção que pertenceu à imperatriz Teresa Cristina, mulher de Dom Pedro II: milhares de achados nas cidades de Pompéia e Herculano - objetos que resistiram às lavas do vulcão Vesúvio, na Itália há quase 2 mil anos.

Pela manhã, foi celebrada uma missa de desagravo ao museu na Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, no Centro. A cerimônia cobrou mais atenção ao patrimônio histórico do país.

O esforço agora é pela reconstrução e pelo levantamento do acervo que escapou do fogo. Cerca de 1,5 milhão de peças, das coleções botânicas, de mamíferos e répteis, além de livros, estavam em outros prédios. Uma equipe já foi formada para entrar no museu a partir da segunda-feira para procurar e recolher peças do acervo.

 

“Muito material tende a ser preservado. O fato de parte da parede, parte do assoalho terem caído, é para gente uma possibilidade de preservação de algum material. Eu estive lá dentro do palácio. Vi armários cheios. Chegamos a abrir algumas gavetas com acervo. Porém, é um acervo fragilizado”, disse o diretor do Museu Nacional, Alexander Kelner.

 
Museu Nacional: arte mostra o que havia em cada um dos pavimentos do prédio destruído por incêndio (Foto: Infográfico: Claudia Peixoto, Juliane Monteiro e Karina Almeida/G1)Museu Nacional: arte mostra o que havia em cada um dos pavimentos do prédio destruído por incêndio (Foto: Infográfico: Claudia Peixoto, Juliane Monteiro e Karina Almeida/G1)

Museu Nacional: arte mostra o que havia em cada um dos pavimentos do prédio destruído por incêndio (Foto: Infográfico: Claudia Peixoto, Juliane Monteiro e Karina Almeida/G1)

Fonte: G1

 

Bombeiros celebram 20 anos de carreira e comemoram investimentos na instituição

Em 1988 um grupo de 198 jovens concluiu o Curso de Formação de Soldados Bombeiros Militares e realizou o sonho de fazer parte de uma das instituições mais respeitadas do país. Vinte anos depois, 174 formandos ainda estão em serviço, atuando em Cuiabá, Campo Verde, Barra do Garças, Rondonópolis, Tangará da Serra, Cáceres e Primavera do Leste. O grupo foi homenageado em um almoço comemorativo com o governador Pedro Taques, realizado na tarde desta quarta-feira (13.05) no Palácio Paiaguás.

Durante o encontro os colegas de turma relembraram histórias e comentaram sobre as transformações que viram acontecer na corporação durante esses 20 anos de trajetória. Um dos destaques apontados foi o substancial aumento de efetivo nos últimos três anos e os investimentos em qualificação e aperfeiçoamento do pessoal, iniciativas que impactam diretamente na qualidade do serviço prestado à população.

Atualmente, a Segurança Pública do Estado conta com 15 mil servidores, 3.500 foram empossados na atual gestão. Neste período o Corpo de Bombeiros recebeu um incremento de 450 militares em seu efetivo, além de novos equipamentos e viaturas, um grande avanço, considerando que de 2004 a 2014 somente 75 novos bombeiros foram incorporados.

A unidade de Campo Verde, por exemplo, teve seu efetivo ampliado de 13 para 35 bombeiros militares desde janeiro de 2015. “Éramos tão poucos que a gente brincava que era proibido adoecer, porque não tinha ninguém pra substituir em caso de falta. Com essas novas inclusões, nosso efetivo mais do que dobrou e agora a gente pode atender mais ocorrências, com maior qualidade e ainda fazer outras ações sociais, educacionais e instrutivas que antes não fazíamos por falta de pessoal”, contou o tenente José Marinho, que há 11 anos atua no município.

Os soldados também estão em clima de comemoração pela recente promoção de dois membros do grupo. Ao compartilhar esta alegria, a turma agradeceu ao governador pela manutenção e cumprimento da lei de carreira dos profissionais bombeiros militares, que regula as promoções. O secretário adjunto de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), Arno Osny, que também foi um dos formandos da turma de 1988, lembrou ainda que o salário dos bombeiros mato-grossenses está entre os três maiores do país.

“A gente sabe que vários Estados tiveram retrocessos nessas leis de carreira, ou paralisando promoções ou aumentando o tempo de serviço pra promoção. Aqui, nessa gestão, aconteceu o contrário. Isso demonstra a valorização do profissional em Mato Grosso. Como resultado, temos profissionais motivados, contentes com o trabalho que vem sendo desenvolvido e quem ganha é a sociedade, com serviços de maior qualidade”, completou o secretário.

Além de toda a contribuição já prestada á sociedade cotidianamente, para marcar a data os amigos ainda se reuniram para realizar ações sociais. Uma campanha de doação de sangue, que já resultou em 415 bolsas doadas, e uma campanha de arrecadação de alimentos estão em andamento. No fim do mês os alimentos serão entregue a uma instituição filantrópica de apoio às crianças portadoras de necessidades especiais.

“É uma forma de devolver à sociedade um pouco do carinho que a corporação recebe e também um jeito de mostrar a nossa satisfação em sermos bombeiros do Estado de Mato Grosso”, afirmou o Tenente Amir de Souza, responsável pela organização das ações.

O Corpo de Bombeiros Militar possui atualmente 1.409 profissionais distribuídos em 18 unidades em todo o Estado. Até o final deste ano estão previstas as entregas de novos quartéis em Alto Araguaia, Confresa, Guarantã do Norte e Campo Novo do Parecis, ampliando ainda mais o alcance da instituição.


Reeducandas encontram no artesanato esperança para um futuro melhor

Existem dois tipos de pessoas: as que aproveitam as oportunidades para evoluir e as que ficam estagnadas diante das chances de mudanças. Ruth Cecília dos Santos, 40, reclusa há um ano, se encaixa no primeiro tipo. Disposta a interromper o círculo vicioso da criminalidade, ela entrou para o grupo de artesanato da unidade prisional de Nortelândia e encontrou na arte a esperança para um futuro melhor.                                                                                                                                

“Agora, eu sou artista e não apenas reeducanda, e isso me faz querer mudar de vida. Penso que lá fora a arte pode servir como distração e profissão para garantir minha renda”, acredita Ruth, que é uma das seis reeducandas da unidade que participam do projeto de ressocialização ‘Integra’ e no pequeno ateliê montado na unidade faz pinturas em telhas, em telas e aplicações em imagens sacras.

Quem também fica feliz em ver as internas descobrindo uma alternativa positiva de vida e empenhadas em transformar-se são os familiares, como conta a recuperanda Cleonice Beserra, 24 anos. “Eu pinto e estudo e isso deixa minha família contente, porque não estou aqui parada, estou evoluindo”, diz a jovem, reclusa há dois anos.

Cleonice e Ruth participam do projeto há um ano e a avaliação que fazem é que se sentem mais valorizadas, pois juntas às demais integrantes do projeto recebem elogios pelo trabalho. “As pessoas admiram nossos traços, as cores que usamos, a arte como um todo e isso mostra pra sociedade que é possível a gente fazer algo legal”, explica Cleonice.

O material produzido pelas recuperandas é exposto em eventos fora da unidade prisional, como em espaços públicos, feiras e exposições, como forma de divulgar a atividade e ajudar na ressocialização das reeducandas. A renda com a venda do artesanato é revertida na compra de mais materiais e uma parte vai para as alunas. A apresentação do artesanato é feita pelas próprias internas que são selecionadas para acompanhar a exposição junto de agentes penitenciários.

Competição do bem

Cleusa Maria Fardim é agente penitenciária, artesã e idealizadora do trabalho. Ela ministra aula de artesanato desde que entrou para o Sistema Penitenciário, em 2002, e está a frente desse trabalho em Nortelândia há quase três anos. A professora lembra que, assim que iniciou o projeto, o perfil das reeducandas era outro, pois não tinham muito expectativa de vida. Cleusa conta que agora, o comportamento delas é diferente, estão mais tranquilas, felizes e com a autoestima elevada.

“Isso se deve à arte, porque criar propicia transformação e por algumas horas elas ‘saem’ do ambiente em que estão e imergem no universo imaginário artístico”, acrescenta. 

Com essa nova fase de criação e entusiasmo das alunas veio também o espírito competitivo. Cleusa classifica esse momento como ‘competição do bem’, em que elas disputam entre si o melhor desenho, pintura, traço. “Elas não sabiam nada, mas foram adquirindo habilidades no curso e hoje são perfeccionistas, querem sempre fazer o melhor. Isso é positivo porque descobriram algo em que podem se destacar e ser parabenizadas por isso”.

A diretora da unidade Adriana Quinteiro destaca que o projeto de artesanato é um dos mais bem-sucedidos entre as mulheres custodiadas. Além de auxiliar na autoestima, ele ajuda ainda na disciplina e no companheirismo entre as recuperandas. Elas aprenderam um ofício, desenvolveram um espírito de liderança e ensinam as outras internas.

“É muito interessante ver que elas têm outra ideia de futuro. Querem ser artesãs profissionais, se sentem valorizadas e questionam muito se vale a pena continuar na vida do crime. Essa reflexão é gratificante para nós porque mostra que elas estão disposta a ter outra vida ao progredirem de regime”, finaliza Adriana.                                                                  


Semana do Meio Ambiente é aberta com entrega de equipamentos para municípios

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) abriu, nesta terça-feira (05.06), a XIV Semana do Meio Ambiente e X Seminário Estadual de Recursos Hídricos com a entrega de kits, contendo equipamentos de escritório e de campo para 40 municípios. Durante a solenidade, o governador Pedro Taques assinou a mensagem de encaminhamento para a Assembleia Legislativa dos Projetos de Lei da Política Estadual de Recursos Hídricos e de Educação Ambiental; e o secretário André Baby firmou um Termo de Cooperação Técnica com o Centro de Pesquisa do Pantanal.

Essa é a primeira vez que municípios descentralizados recebem kits de equipamentos, já que até o momento haviam recebido sistema e capacitação. Ao todo 40 prefeituras foram beneficiadas, com o material adquirido por meio do Projeto Mato Grosso Sustentável (Fundo Amazônia/BNDES). Os kits são compostos por 80 computadores, 40 impressoras multifuncionais, 40 motocicletas e 40 trenas. Ainda serão entregues 40 barcos com motor e 40 câmeras fotográficas.

O secretário de Estado de Meio Ambiente, André Baby, agradeceu aos servidores da Sema, ressaltando o grande envolvimento de todos os setores da secretaria tanto para a fiscalização e combate ao desmatamento na área rural, como também no empenho de formular políticas públicas que auxiliem no desenvolvimento urbano dos municípios.

“Temos um excelente corpo técnico que não mede esforços para que a gestão ambiental possa chegar cada vez mais na ponta. O critério de escolha dos municípios que receberam os kits foi pautado dentro de um projeto que fizemos no Fundo Amazônia para as áreas hoje de risco, que precisam ter uma atenção voltada ao combate ao desmatamento e melhoria na gestão ambiental”.

Sobre o Termo de Cooperação Técnica, firmado com o Centro de Pesquisa Pantanal (CPP), que abrange a conservação, recuperação e uso sustentável das áreas úmidas e as de uso restrito do Pantanal, do Araguaia e do Guaporé, o secretário destacou que, de acordo com determinação do governador, a Sema vem olhando de forma diferentes para áreas restritas. “Com esse acordo esperamos melhorar a pesquisa nessas áreas para usá-las de forma sustentável, para que a atividade econômica possa prosperar, com turismo e preservação da cultura, saber como realizar a modificação das pastagens, que por ventura esteja deteriorada nessas áreas úmidas. Essa é a nossa missão”.

O coordenador do Centro de Pesquisa do Pantanal, Professor Doutor Paulo Teixeira, exaltou que é de grande importância essa parceria que unirá o conhecimento que o CPP tem na área de pesquisa, que vem se desenvolvendo há mais de 20 anos em áreas úmidas, com o trabalho desenvolvido pela Sema de conservação e uso sustentável dessas regiões.

 

PROJETO DE LEI

O Projeto de Lei da Política Estadual de Recursos Hídricos, que foi encaminhado à Assembleia Legislativa, é uma revisão da legislação estadual, após 20 anos. O superintendente de Recursos Hídricos, Murilo Covezzi, destacou que o meio ambiente é muito dinâmico, o que torna alguns pontos da legislação de Mato Grosso defasada e este projeto de lei é essencial para ajustar a política estadual com a legislação federal”, explicou.

 

Já o Projeto da Política Estadual de Educação Ambiental é um processo inovador e pioneiro, integrando, de forma interativa e dinâmica, as secretarias de Meio Ambiente e de Educação com a sociedade nos princípios de sustentabilidade, implementando uma política de comunicação e informação ambiental.

 

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

O dia Mundial do Meio Ambiente foi criado em Estocolmo, capital da Suécia, em 1972, durante a Conferência das Nações Unidas. O governador Pedro Taques destacou que Mato Grosso, que implementou a comemoração da semana do Meio Ambiente em 2003, por meio de lei estadual, está avançando cada dia mais na gestão ambiental, com a descentralização dos municípios. “Quando assumimos eram 20 municípios descentralizados, hoje são 60. Uma licença ambiental demorava em média 400 dias para ser expedida e hoje a média é de 90 dias. Nosso objetivo é fazer com que o cidadão não mais precise vir na capital, ele vai resolver no município, o que mostra que estamos interiorizando as ações do Estado”.

 

Em comemoração a abertura da semana do Meio Ambiente, o governador acompanhou o presidente do Tribunal de Justiça, Rui Ramos, no plantio de árvore, no projeto que prevê 300 mil árvores plantadas em comemoração aos 300 anos de Cuiabá. “É uma comunhão de esforços, uma parceria para a preservação e desenvolvimento do estado. Cabe ao judiciário sair e compartilhar, ajudando na administração estadual”, destacou o desembargador, um dos convidados de honra da solenidade coordenada pela Sema.

 

Outro convidado que compôs o dispositivo da solenidade de abertura, deputado estadual Pedro satélite, lembrou que há 40 anos a intenção de quem chegava à Mato Grosso era produzir e desbravar o sertão, mas que aos poucos a sociedade foi criando a consciência da importância de se preservar, como forma de melhorar a qualidade de vida da população.

 

SOLENIDADE DE ABERTURA

Diversas atrações culturais aconteceram durante a solenidade de abertura, com apresentações da cantora Deise Aguena e números de dança dos alunos da Escola Municipal Dirce Leite, de Várzea Grande e do Grupo Felicidade Integração do Pantanal.

 

Compuseram a mesa do dispositivo de abertura o governador Pedro Taques; o secretário André Baby; o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Rui Ramos; os deputados estaduais Pedro Satélite, Nininho e Max Russi; o secretário de Estado de Gabinete de Governo, Domingos Sávio;  Lívia Passos Martins, Superintendente do Ibama em Mato Grosso; Paulo Teixeira, coordenador do Centro de Pesquisa do Pantanal e o prefeito de Comodoro, Jeferson Gomes, representando os governantes dos municípios que receberam o kit.


Prefeitura e Governo Federal entregam mais uma obra do PAC Cidades Históricas

A Prefeitura de Cuiabá por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano entrega à população nesta quarta-feira (05) as obras de requalificação da Praça Conde de Azambuja, mais conhecida como Praça da Mandioca. Esta é mais uma obra contemplada pelo Governo Federal no Programa de Aceleração do Crescimento - PAC Cidades Históricas. O evento de inauguração vai contar com a presença da Presidente do  Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) Kátia Bogeá.

A Praça da Mandioca é mais um espaço público do centro histórico da Capital a ser entregue. As intervenções de requalificação duraram um pouco mais que três meses de obra, financiadas pelo governo federal por meio da Caixa Econômica Federal, com o aval do IPHAN e aprovado pelo Ministério da Cultura dentro do Programa de Aceleração do Crescimento, voltado ao Patrimônio Histórico Nacional.

A ordem de serviço no local foi dada em 20 de fevereiro, passando por várias etapas exigidas pelo IPHAN, do processo de demolição do concreto à inspeção arqueológica, chegando a etapa final de reconstrução da praça.

Entre os serviços realizados no local, está o aumento na dimensão do espaço público. Na sua lateral, que compete a Rua Ricardo Franco (rua do meio) ela deverá receber um aumento 2,40 cm e à frente da Rua Pedro Celestino o aumento será de 3,60 cm.

No conjunto de praças que compõem o PAC – Cidades Históricas - estão: a Praça senhor dos Passos, Praça da Mandioca, Praça Doutor Alberto Novis, Escadaria do Beco Alto e Praça Caetano de Albuquerque. 

A Praça Senhor dos Passos, terá uma entrega simbólica, tendo em vista que ela já foi inaugurada. A Praça Doutor Alberto Novis está em fase de finalização, a Escadaria do Beco Alto é a próxima a ser retomada e por último a Caetano de Albuquerque.

Serviço

O que: Inauguração da Praça Conde de Azambuja – Praça da Mandioca

Quando: 06 de Junho

Horário: 08h30  


Alunos participam esta semana de evento literário na Secretaria de Educação

Cerca de mil alunos do 1º ciclo de 24 escolas municipais de Educação Básica vão participar esta semana, de 22 a 25, no auditório Maestro China, da Secretaria Municipal de Educação (SME) do evento de lançamento do projeto Coleção Turminha Brava. A iniciativa da Prefeitura de Cuiabá é resultado da parceria entre as secretarias de Educação (SME), de Cultura, Esportes e Turismo e a Cepar Cultural, de São Paulo (SP) e busca promover a transmissão da cultura brasileira.

Na abertura da programação nesta terça-feira (22), às 8h, estarão presentes os alunos das EMEB Ministro Marcos Freire, Profº Rafael Rueda e Glaucia Maria Borges Garcia.

No período da tarde, às 14h, será a vez das EMEB Pedrosa Morais e Silva, Profº. Lenine de Campos Póvoas e Santa Cecília.

Ao longo da semana, sempre às 8h (no período da manhã) e às 14h (no período da tarde), até sexta-feira (25), as crianças participarão de um teatro com contação de histórias, distribuição de livros e um lanche.

A atriz Karol Piacentini e a produtora Gabrieli Borges estão na cidade e explicaram como surgiu o projeto que está comemorando dois anos.

A coleção Turminha Brava é um projeto literário voltado para o público infanto-juvenil, crianças de 8 a 11 anos. São histórias ilustradas reunidas numa coleção com oito livros que contam histórias inéditas e aventuras vividas por personagens do folclore brasileiro, o Saci, a Mula sem cabeça, Caipora, Boto, Iara, Boitatá, Lobisomem e Curupira.

“Para apresentarmos a coleção adaptamos os textos literários para o teatro e usamos a contação de histórias. Os textos trazem os personagens do folclore brasileiro e abordam temas como meio ambiente, sustentabilidade e a importância da conservação dos recursos naturais”, explicou Karol Piacintini.

A produtora cultural Gabrieli Borges contou que viajar pelos estados e distribuir os livros entre as crianças é uma forma de comemorar a 2ª edição da iniciativa. “O projeto é aprovado pelo  Ministério da Cultura e recebe patrocínio da CNH Industrial. Por meio das histórias reunidas na coleção “Turminha Brava”, é traçado um paralelo com a cultura, história e geografia do Brasil, evidenciando a importância da conservação dos recursos naturais”, destacou.

Começando por Cuiabá, as escolas públicas de Rondonópolis, Várzea Grande e Lucas do Rio Verde estão no roteiro dessa comemoração. Além da distribuição de um exemplar para cada criança as escolas ganharão kits com a coleção completa dos livros.

Para o secretário de Educação de Cuiabá, Alex Vieira Passos fazer parte de projetos como esse, que resgatam e valorizam a cultura, reforça ainda mais o compromisso assumido pelo Prefeito Emanuel Pinheiro de investir em incitavas que façam a diferença e qualifiquem ainda mais o Ensino no Município. “Essas iniciativas são fundamentais para a formação das nossas crianças. Entendemos que nosso compromisso e nossa missão em relação à Educação é incentivar as boas práticas de aprendizagem e estimular nossos alunos para que tenhamos crianças e jovens cada vez mais inovadoras, curiosas e interessadas na cultura, na tradição e nas suas raízes”, salientou o secretário.

Projetos

O projeto Coleção Turminha Brava,  com  oito livros ilustrados de histórias inéditas de personagens da mitologia brasileira é um dos projetos desenvolvidos pela empresa Cepar Cultural.

A empresa trabalha no desenvolvimento de ações culturais com responsabilidade social e educação ambiental. Entre os  projetos culturais já desenvolvidos estão o  “Cinema Itinerante”, “O Reino da Água (realizado em 2017), Coleção “Mitologia Brasileira”, “O Desenho de Aldemir Martins”, “O Fascínio da Cultura Japonesa”, entre outros.

 

Programação

 

Terça-feira (22/05)

8 horas

– EMEB Ministro Marcos Freire

-  EMEB Profº Rafael Rueda

- EME Glaucia Maria Borges Garcia

 

14 horas

- EMEB Pedrosa Morais e Silva

- EMEB Profº Lenine de Campos Póvoas

- EMEB Santa Cecília

 

Quarta-feira (23/05)

8 horas

EMEB Osmar José do Carmo Cabral

EMEB Irmã Maria Betty de Souza Pires

EMEB Jescelino José Reiners

 

14 horas

EMEB Profº Zeferino Leite de Oliveira

EMEB Dom Bosco do Praeirinho

EMEB Profª. Alzira Valladares

 

Quinta-feira (24/05)

8 horas

EMEB Profª Maria Ambrósio Pommot

EMEB Senhorinha Ana Alves de Oliveira

EMEB Senador Gastão de Matos Muller

 

14 horas

EMEB Vereador Paulo de Campos Borges

EMEB Profº Carlos Alberto Reyes Maldonado

EMEB Tereza de Benguela

 

Sexta-feira (25/05)

8 horas

EMEB Silvino Leite de Arruda

EMEB Silva Freire

EMEB  São Sebastião

 

14 horas

EMEB Quintino Pereira de Freitas

EMEB Profª Gracildes Melo Dantas

EMEB Antônio Ferreira Valentim

 

Serviço

O que: Lançamento do projeto Coleção Turminha Brava

Data: 22 a 25 de maio

Horários: Pela manhã às 8h e à tarde, às 14h

Local: Auditório Maestro China, da Secretaria Municipal de Educação, na Rua Diogo Domingos Ferreira, nº 292, bairro Bandeirantes.


Procon desenvolve trabalho educativo nas escolas municipais

O Procon Municipal de Várzea está desenvolvendo o projeto “Procon na Escola”, que tem a finalidade de conscientizar alunos das Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs) do município de forma lúdica sobre a importância dos direitos do consumidor. O projeto visa conscientizar o consumidor-mirim, por meio da educação, com desenvolvimento de atividades lúdicas, tais como histórias infantis do cotidiano consumerista, encenação teatral e exposição dos serviços realizados pelo Procon/VG. Cerca de 1,6 mil estudantes estão sendo atendidos pelo projeto.  

A programação ocorre toda última sexta-feira do mês. O projeto iniciou em março de 2018 e contempla alunos do 1° ao 9º ano do Ensino Fundamental com conceito de consumidor e fornecedor, finalidade do Procon, nota fiscal, produto vencido (data de validade) e preço dos produtos.   

O objetivo central do projeto piloto é conscientizar os alunos da rede municipal sobre as questões relacionadas ao consumo financeiro e também ao uso consciente de recursos energéticos, como água e luz. Todas as unidades de ensino da rede receberá o projeto.

O projeto será expandindo e levado para mais escolas da cidade. O objetivo é iniciar a educação para o consumo na infância e garantir uma sociedade mais consciente. “O ‘Procon na Escola’ cumpre uma política estruturante em garantir melhoria na qualidade de vida do várzea-grandense. Acreditamos que é possível mudar a realidade em que vivemos através das crianças, por meio da educação, garantindo uma rede de abrangência muito maior que a sala de aula”, disse a coordenadora do Procon Municipal, Carolina Barbosa Costa.

A coordenadora destacou a importância do papel dos alunos na conscientização de suas famílias e amigos para o consumo consciente. “Ao ver um brinquedo ou uma roupa legal, é normal cair na tentação de pedir para o pai ou para a mãe. Mas vocês precisam pensar: eu realmente preciso disso? É preciso investir primeiro no essencial: alimentação, as contas de luz e água, entre outros. Nosso principal objetivo é formar cidadãos críticos capazes de se organizar também financeiramente”, disse.

As escolas recebem técnicos capacitados do Procon-VG para trabalhar o assunto com crianças e adolescentes. Para isso, todas as crianças após terem participado da palestra recebem Kits com cartilha e folders informativos e interativos sobre os mais variados temas como vida financeira, alimentos, saúde e segurança, além do código de defesa do consumidor e o caderno de atividades.

“É mais uma oportunidade para os nossos alunos ampliarem a consciência sobre a importância da responsabilidade social e ambiental na hora do consumo, com visão crítica. A escola também é espaço para estas questões serem discutidas e multiplicadas para toda sociedade”, afirma à coordenadora.

Durante a capacitação, os alunos são orientados sobre como multiplicar todo o conteúdo assimilado para pais, parentes, amigos, vizinhos e também para a comunidade escolar.

As unidades escolares EMEB Joaquim Coelho da Cruz; EMEB Lúcia Leite Rodrigues; EMEB Apolônio Frutuoso e EMEB Marilce Benedita de Arruda são as beneficiadas nesta etapa inicial do projeto com cerca de 1,6 mil alunos.


Piano Gente traz repertório popular em homenagem aos garis

A edição do projeto “Piano Gente”, desta semana, traz um repertório variado que percorre do Sertanejo, MPB, Rock Nacional e Pop em comemoração ao “Dia do Gari”, comemorado no dia 16 de maio. Os dez garis selecionados pela Secretaria de Serviços Urbanos receberão uma simbólica homenagem em nome todos os profissionais do município.  O evento é nesta sexta-feira (18), a partir das 17h, na Praça Alencastro. 

Na semana passada a Praça Alencastro ficou repleta de pessoas que vieram prestigiar o lançamento do projeto em comemoração ao “Dia das Mães”. Para o secretário Francisco Vuolo a semente foi plantada, o ambiente musical foi criado, agora é dar continuidade preenchendo o coração e os ouvidos da população, estreitando as relações entre o piano e a nossa gente.   

“Estamos muito orgulhosos pela noite inesquecível que o primeiro passo do projeto ‘Piano Gente’ deu. Foi uma noite de alegria em que pudemos homenagear as queridas mamães cuiabanas. Estou muito agradecido ao prefeito Emanuel Pinheiro que nos deu a oportunidade de trazer a música do piano para praça e ainda poder homenagear profissionais tão importantes para nossa cidade como são os garis”, afirmou Vuolo.

O Piano Gente pretende percorrer pontos chave da cidade, mediante cronograma elaborado junto à Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, com o objetivo de promover um intercâmbio cultural entre artistas, alunos e professores de música, cantores, musicistas, com a interação popular.  As apresentações deverão ocorrer todas as sextas-feiras, das 17h às 20h, até os 300 Anos de Cuiabá. Inicialmente, as apresentações estão programadas para o coreto da Praça Alencastro, posteriormente, o piano rodará outros pontos da cidade.

A edição desta semana apresenta  um repertório popular que vai do Sertanejo, MPB, Rock Nacional e Pop: A pianista Cris Puertas selecionou para sua apresentação musical intitulada de “Certas Canções Que Amo’’, os seguiste sucessos: É preciso saber viver - (Roberto Carlos e Erasmo Carlos); Velha Infância (Marisa Monte, Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes, Pedro Baby); Já sei namorar (Marisa Monte, Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes); Ainda bem (Marisa Monte e Arnaldo Antunes); A noite (Tiê); Fico assim sem você (Abdullah e Cacá Moraes); Todo azul do mar (Flávio Venturini e Ronaldo Bastos); Você é linda (Caetano Veloso).

O recital vai contar com a participação especial da cantora Waleska Morcillo interpretando as músicas: Tocando em frente (Almir Sater e Renato Teixeira); Caminheiro (Jack); A flor e o beija-flor (Juliano Tchula e Marília Mendonça); Medo bobo (Juliano Tchula); De quem é a culpa? (Juliano Tchula e Marília Mendonça), ainda acompanha a apresentação a dupla Lucas e Henrique, com Coração na contramão (César Augusto e Zezé Di Camargo); Você vai ver (Carlos Colla); Dou a vida por um beijo (Antônio Luiz, Cecílio Nena, Lalo Prado) Destino (Juliano Santana e Júnior Silva); É o amor (Zezé Di Camargo e Luciano).

Ainda no palco, os saxofonistas Fábio Monteiro e Tenor Vidal duelam com temas musicais acompanhados do guitarrista Danilo Bareiro.

Cris Puertas retorna ao palco com as saideiras clássicas populares: Por enquanto (Renato Russo); Apenas mais uma de amor (Lulu Santos); Paciência (Dudu Falcão e Lenine) e Como é grande omeu amor por você (Roberto Carlos e Erasmo Carlos).

Os dez profissionais selecionados para representar os garis durante o evento são: Gevaniu Domingos de Lara, Agnaldo Pontes Alves, Fischer da Silva, Leandro Lemes, Carlebio Ribeiro Paiva, Klynwanlin Batista, Anderson Cutas, Anderson Corra de Morais, Otávio Santana Morais de Lima e Antônio Carlos Santos de Lima.


Governo vai reabrir museus

Em acordo com o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social - Condes, o governador Pedro Taques garante a assinatura de todos os contratos dos museus sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Cultura, para o mês junho de 2018. A partir da assinatura dos contratos, os proponentes responsáveis reabrirão os museus em no máximo 60 dias. Por recomendação do Condes, o secretário de cultura Gilberto Nasser já se reuniu com cada OSC proponente, para alguns ajustes necessários nos repasses e metas de execução, que garantirão o pleno funcionamentos dos três museus (Museu de Arte de Mato Grosso e Galeria Lava Pés, Museu de Arte Sacra de Mato Grosso e Museu de História Natural Casa Dom Aquino).

O secretário Gilberto Nasser reforça a importância dos equipamentos culturais para a sociedade e reitera o compromisso assumido com o governador Pedro Taques, de valorizar a cultura de Mato Grosso por meio de toda a classe artística. “Estamos muito felizes em solucionar esse impasse. Desde o primeiro dia da minha gestão, o governador mostrou muita sensibilidade na resolução de tal impasse. E ainda, se faz muito importante reafirmar que os museus e seus acervos em nenhum momento estiveram abandonados", disse Nasser.

O secretário relatou, ainda, que "semanalmente, uma equipe especializada da SEC formada por arquitetos, engenheiros civil e eletricista, historiadores, além de um profissional conservador restaurador, seguindo padrões internacionais de acervos museológicos (Instituto Canadense de Conservação e o Icom e Icrom), garantem a integridade dos acervos de cada museu”.


Quero Mais Cultura chega ao Dom Aquino em comemoração ao mês de aniversário do bairro

O Quero Mais Cultura, é realizado em parceria com a comunidade e associação de moradores, às quintas-feiras de cada mês

A Prefeitura de Cuiabá em parceria com o Instituto Leverger e a Associação de Moradores do bairro Dom Aquino realiza nesta quinta-feira, 17, a partir das 19h, na Praça Nossa Senhora Auxiliadora (conhecida como praça da Cruzinha) no bairro Dom Aquino, o circuito "Quero Mais Cultura" com várias atrações em comemoração ao mês de aniversário do bairro Dom Aquino. As apresentações ficam por conta do humorista Totó Bodega e Grupo de Dança Cigana, fechando a noite com o show do grupo de lambadão R-Som.

Os eventos do projeto percorrem as praças dos bairros da capital, com um caminhão-palco levando arte e cultura, com a proposta de criar um laço cultural entre a população e os artistas locais. A ideia é despertar o crescimento dos artistas da comunidade, impulsionado por artistas já conhecidos, ofertando às comunidades, em especial, aquelas localizados na periferia, momentos de lazer e entretenimento.

Conforme o secretário de Cultura Esporte e Turismo, Francisco Vuolo, este programa não tem um custo muito alto o que viabiliza a sua realização, além de ser mais um palco para que os artistas cuiabanos e mato-grossenses possam se apresentar e mostrar o seu trabalho.

“Nós sabemos que Cuiabá é um celeiro de talentos e com esta ação, certamente teremos artistas inspirando talentos futuros ao pisar neste palco criado para servir as comunidades mais distantes do centro da cidade, além de trazer inúmeras possibilidades e parcerias”, assegura o secretário.

O programa ainda pretende avançar contemplando outras manifestações culturais do bairro além da música, como mostras de artes plásticas e artesanais, apresentação de peças teatrais, mostras de cinema, festivais musicais e outras ações.

O Quero Mais Cultura é realizado em parceria com a comunidade e associação de moradores, às quintas-feiras de cada mês e conta com o apoio do Governo do Estado e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso.


Quero Mais Cultura chega ao Dom Aquino em comemoração ao mês de aniversário do bairro

A Prefeitura de Cuiabá em parceria com o Instituto Leverger e a Associação de Moradores do bairro Dom Aquino realiza nesta quinta-feira, 17, a partir das 19h, na Praça Nossa Senhora Auxiliadora (conhecida como praça da Cruzinha) no bairro Dom Aquino, o circuito "Quero Mais Cultura" com várias atrações em comemoração ao mês de aniversário do bairro Dom Aquino. As apresentações ficam por conta do humorista Totó Bodega e Grupo de Dança Cigana, fechando a noite com o show do grupo de lambadão R-Som.

Os eventos do projeto percorrem as praças dos bairros da capital, com um caminhão-palco levando arte e cultura, com a proposta de criar um laço cultural entre a população e os artistas locais. A ideia é despertar o crescimento dos artistas da comunidade, impulsionado por artistas já conhecidos, ofertando às comunidades, em especial, aquelas localizados na periferia, momentos de lazer e entretenimento.

Conforme o secretário de Cultura Esporte e Turismo, Francisco Vuolo, este programa não tem um custo muito alto o que viabiliza a sua realização, além de ser mais um palco para que os artistas cuiabanos e mato-grossenses possam se apresentar e mostrar o seu trabalho.

“Nós sabemos que Cuiabá é um celeiro de talentos e com esta ação, certamente teremos artistas inspirando talentos futuros ao pisar neste palco criado para servir as comunidades mais distantes do centro da cidade, além de trazer inúmeras possibilidades e parcerias”, assegura o secretário.

O programa ainda pretende avançar contemplando outras manifestações culturais do bairro além da música, como mostras de artes plásticas e artesanais, apresentação de peças teatrais, mostras de cinema, festivais musicais e outras ações.

O Quero Mais Cultura é realizado em parceria com a comunidade e associação de moradores, às quintas-feiras de cada mês e conta com o apoio do Governo do Estado e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso.


Gincana promove a responsabilidade sustentável dos alunos da rede pública

Em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente comemorado no dia 05 de Junho, a Prefeitura de Cuiabá realiza a 8° Gincana Ecológica para os alunos da rede municipal de ensino. Com uma programação inclusiva, a gincana tem por objetivo diminuir os impactos ambientais nas unidades educacionais e na comunidade escolar, eliminando embalagens plásticas recicláveis nocivas ao meio ambiente.

Nesta terça-feira (15), alunos das EMEB’s Raimundo Pombo e Gracildes Melo Dantas receberam palestras e oficinas com o tema “Cuiabá rumo aos 300 anos, Cuidando das Águas”, além de atividades artísticas e culturais com temática ecológica, enfatizando a importância de cuidar do planeta para as futuras gerações.

Fruto de uma parceria entre as secretarias municipais de Meio Ambiente, Serviços Urbanos e Educação como em todos os anos, a gincana realizada pelo município, é um estímulo para cada unidade educacional na arrecadação das embalagens plásticas – garrafas pet.

Ao todo, 15 escolas estão participando da disputa que posteriormente será direcionado a uma cooperativa de catadores parceira do município.

O recolhimento e pesagem das embalagens coletadas será entre os dias 28/05 à 01/06. A divulgação do resultado será durante a comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente, 05 de junho, no Parque das Águas, a partir das 8h.

A unidade que vencer será contemplada com uma televisão Full HD, troféu e um kit com aula de campo relacionada à temática do projeto para até 40 alunos.


Sedec realiza ação técnica em Sinop e Sorriso em prol dos artesãos

A equipe da adjunta de Empreendedorismo e Investimento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), por meio da Coordenadoria de Artesanato, promove nesta quarta e quinta-feira (16 e 17), duas visitas técnicas no interior de Mato Grosso para levar palestras e orientações.

A primeira parada ocorre em Sinop (500 km ao norte de Cuiabá), onde a equipe estará na Casa do Artesão recebendo os artistas manuais para cadastramento e renovação da Carteira do Artesão, das 08h às 11h e das 13h às 17h. Já na quinta (18), o município de Sorriso recebe os técnicos da Sedec, que estarão na Biblioteca Monteiro Lobato atendendo os artesãos locais que desejam atualizar sua situação cadastral no Programa do Artesanato Brasileiro (PAB).

A agência de fomento do Governo, Desenvolve MT, também participará da agenda levando ao conhecimento dos artesãos as atuais linhas de crédito disponíveis para o segmento, como as opções para os microempreendedores e empreendedores individuais. 

Como explica a coordenadora do Artesanato da Sedec, Lourdes Sampaio, essas ações são importantes para fortalecer os canais de comunicação com a classe, saber as demandas e dar as devidas orientações.

“Por estarem distantes da capital, muitas vezes, os artesãos encontram dificuldades para renovarem suas carteiras ou mesmo dar início ao trabalho. Além disso, queremos divulgar mais as linhas de financiamento que podem ajudar muitos deles a crescer na profissão. Ao invés de ficarmos esperando que eles nos procurem, a gente vai ‘in loco’ para mostrar que é possível e que estamos trabalhando pelo segmento”, pontua.

PAB

O cadastro de artesãos e trabalhadores manuais no Programa de Artesanato Brasileiro (PAB) do Governo Federal e a emissão da Carteira de Artesão é feito de forma gratuita.

Para se cadastrar no PAB, o artesão precisa apresentar ao menos uma peça de sua produção, levar uma foto 3x4, cópia do RG, CPF e comprovante de residência, e preencher a ficha de cadastro que será disponibilizada durante o atendimento. Com o cadastro no PAB o artesão poderá participar de feiras regionais e nacionais, por meio do programa, além de facilitar o acesso à linhas de crédito.

O PAB foi instituído com a finalidade de coordenar e desenvolver atividades que visam valorizar o artesão brasileiro, elevando o seu nível cultural, profissional, social e econômico, bem como, desenvolver e promover o artesanato e a empresa artesanal, no entendimento de que artesanato é empreendedorismo.


Seminário marca Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia

"Paremos a homofobia". Este é o tema de um seminário que será realizado na quinta-feira (17.05), no auditório do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O evento marcará o Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia, com o objetivo de debater a defesa dos direitos da população LGBT (lésbica, gay, bissexual, travesti e transexual).

O preconceito já resultou na morte de oito pessoas em Mato Grosso em 2018, das quais três foram decorrentes de suicídios. Em 2017, de janeiro a dezembro, foram 14 homicídios e em 2016, no mesmo período, foram nove. Os dados são do Grupo Estadual de Combate ao Crime de Homofobia (GECCH) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). Além de monitorar estas informações, a unidade também é responsável por compilar e encaminhar o andamento das denúncias que envolvem crimes desta natureza.

Segundo o secretário do GECCH, major Ricardo Bueno de Jesus, a maioria dos casos ocorre no âmbito familiar e muitos não chegam ao conhecimento dos órgãos de segurança. “Por isso, é muito importante registrar a ocorrência ou denunciar qualquer caso relacionado, para nós acompanharmos e prestar a assistência necessária. É preciso ampliar a consciência de que a única coisa errada é o preconceito”, ressalta. Os canais de denúncia são os Disques 100 / 190 (PM-MT) / 197 (PJC-MT), ou pessoalmente nas delegacias de polícia.

Com o objetivo de qualificar o atendimento ao público LGBT, o Grupo da Sesp também promove palestras e capacitação de servidores da área de segurança e outras instituições. Este ano, a iniciativa já alcançou 341 pessoas e em 2017 havia contemplado 300 participantes. “Acreditamos que com o acolhimento adequado, de forma humanizada, é fundamental para que as pessoas se sintam seguras e registrem crimes de homofobia”, acrescenta o major.

A última palestra, inclusive, realizada no dia 04 de maio, englobou os novos papiloscopistas que tomaram posse na Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), no mês de abril. Com o tema “Atendimento ao cidadão LGBT”, a intenção é trabalhar com os profissionais que estão ingressando no serviço público, para que a rotina de humanização seja colocada em prática desde o início.

Inclusão de campos no BO

Entre os meses de janeiro e abril deste ano, foram registradas 33 ocorrências com motivação homofóbica em Mato Grosso. Durante todo o ano de 2017, este número chegou a 114, e em 2016 foram registrados 69 casos desta natureza. A inclusão da homofobia como motivação de crime nos boletins de ocorrência (BOs) foi um dos avanços conquistados no âmbito da segurança pública, a partir de 2009.

Além disso, em 2010 foi incluído o campo para nome social de travestis e transexuais e em 2016 passou a conter a orientação sexual. De acordo com o secretário GECCH da Sesp, esses campos colaboram com a investigação policial, uma vez que permite a atuação de forma integrada e sistêmica, materializando os índices de criminalidade referentes à população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

A data

O Dia Internacional de Luta contra a Homofobia foi escolhido em alusão à exclusão da homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS). O fato ocorreu em 17 de maio de 1990, e foi oficialmente declarado em 1992. No Brasil, a data foi oficialmente instituída somente em 04 de junho de 2010.


“Consumo Sustentável” é tema de palestra do Procon Estadual

O Procon Estadual, órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), realizou na sexta-feira (11/05) palestra sobre ‘Consumo Sustentável’ para servidores da Secretaria Estadual de Segurança Pública. O evento, que reuniu cerca de 40 servidores, ocorreu na sala Multiuso da Sesp.

Durante a capacitação, ministrada pelo fiscal de Defesa do Consumidor, Rogério Chapadense, foram repassadas orientações sobre como estabelecer um novo padrão de consumo, estimulando o planejamento financeiro através de um melhor controle do orçamento doméstico, e também sensibilizando os consumidores sobre a importância do consumo sustentável, com o objetivo de minimizar os impactos ao meio ambiente.

“O Procon Estadual tem como objetivo melhorar o mercado de consumo. Para isso é imprescindível promover atividades educativas para diversos segmentos da sociedade”, destaca Rogério.

Dentre as dicas repassadas, o fiscal salienta a importância de fazer o comparativo de preços e procurar adquirir produtos ecologicamente corretos. Também é importante a preocupação com o descarte adequado dos itens já utilizados. Rogério falou ainda sobre a atuação do Procon-MT para inibir práticas infrativas que prejudiquem o consumidor.

O Procon também disponibilizou materiais informativos/educativos para os participantes da palestra, como por exemplo, cartilhas sobre Direitos dos Consumidores nos Serviços Essenciais (energia elétrica, água e esgoto e telefonia fixa e móvel).

Serviço

O Procon-MT atende na sede estadual, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (do CPA), nº 917, Edifício Eldorado Executive Center – Bairro Araés, de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h, para registro de reclamações, audiências, consulta de processos e protocolo de documentos.

No posto do Várzea Grande Shopping, o atendimento ocorre das 10h às 19h, e no posto do Ganha Tempo do CPA, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. No posto da Assembleia Legislativa, o atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones 151 ou (65) 3613-8500.


Gênero e orientalismo são temas de palestra na UFMT

O grupo de Pesquisa Linguagens e Descolonialidades (GPLeD), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem (PPGEL) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realiza a palestra “Gênero e orientalismo”. A atividade acontece no dia 8 de junho a partir das 14h na sala M (auditório do 2º andar) do Instituto de Linguagens.
A atividade do grupo, fomentado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), será ministrada por Laísa Marra de Paula Cunha Bastos, doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e autora do livro “Fetiche neo-orientalista - o problema da autorrepresentação do subalterno e as autobiografias de mulheres muçulmanas”.
“A palestra examinará os modos pelos quais se articulam as categorias de gênero e orientalismo. Defende-se que as concepções e representações orientalistas são pautadas segundo dicotomias que equacionam o Oriente ao feminino, e o Ocidente ao masculino. Nesse sentido, os territórios e corpos orientais são apreendidos, filosófica e politicamente, enquanto uma natureza misteriosa e fértil, conquanto irracional, a ser domesticada pelo poder civilizatório representado pelo Ocidente e seu sujeito dito universal”, explica o professor Fernando Zolin Vesz, coordenador do GPLeD.
“Para observar como esse processo se dá, serão analisados fragmentos de textos e pinturas historicamente posicionados no período imperialista/colonial, em comparação com representações que circulam contemporaneamente, no século XXI. Com isso, objetiva-se destacar as permanências e mutações do discurso orientalista em sua indissociável marcação de gênero”, acrescenta. 
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas a partir deste formulário até 30 de maio.
Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail linguagensedescolonialidades@gmail.com.


TODOS OS PAULOS DO MUNDO

Aos 60 anos de carreira, o ator Paulo José ganha uma homenagem cinematográfica. Todos os personagens interpretados pelo artista, tanto na televisão quanto no cinema e no teatro, se juntam para celebrar uma vida dedicada à arte.


Neste fim de Semana Cuiabá conta com mais uma edição do " VEM PRA ARENA".

Neste fim de semana Cuiabá irá receber mais uma edição do "Vem Pra Arena", iniciando no dia 12, a partir das 22 horas na Arena Pantanal, trazendo uma banda do rock brasileiro Banda Ira !, já no domingo 13, o evento segue com feiras de artesanatos,feira economia criativa, gastronômico e talentos de Mato Grosso da musica que irão completar o evento. Com o Dia das Mães também no dia 13 o evento sera dedicado a todas as mães, iniciando com um teatro iniciando as 18:30 " O Conversa de Botas e Batidas", as 19h a cantora e compositora Karol Nunes entra ao palco, seguido de outra voz feminina a Estela Ceregati, as 21h  tem o Samba Brasilis com um ritmo bem brasileiro com seus clássicos.

Segundo o secretário de Estado de  Cultura Gilberto Nasser o objetivo do " Vem pra Arena" é que seja atraído uma quantidade grande de público para conhecer o entorno da arena, como o lazer, entretenimento e a cultura do estado principalmente,  fomentar o turismo, artesanato e gastronomia, gerando emprego e renda. ressaltando que esse projeto é um dos mais relevantes na gestão atual junto a Secretaria de Estado de Cultura. Vários artistas que já participaram do projeto são o Lenine, Vanessa da Mata, Vanguard, Frejat,Zeca Baleiro e Tulipa Raiz,além de varias atrações locais.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA ABAIXO:

SÁBADO 12/05

 PALCO ARENA

18h30 - Augusto Michel - Tangará da Serra (The Voice)
19h30 - Catireiros do Araguaia – Barra do Garças
20h30 - Slam de Tchapa e Cruz
20h40 - Grupo Folclórico Matutada - Campo Verde
21h30 - Mascarados de Poconé
22h - IRA!

PALCO PRAÇA

18h- Aulão de Zumba - SESC
19h- Urban 65
19h30 - Show “ Abriram-se as veias” - Paulo Monarco
20h20 - Banda Caximir, o Bando
21h - Erre Som

 DOMINGO 13/05 (Especial Dia das Mães)

18h30 - Conversa de Botas e Batidas / Cia. de Teatro Vostraz
19h- Lançamento do EP “Já é” - Karola Nunes
20h- Show “Ar” - Estela Ceregati
21h- Samba Brasilis

Intervenções Artísticas

1. Andarilhos das Estrelas / Tibanaré
2. Biblioteca Itinerante Estevão de Mendonça
3. Capoeira Vip
4. Clichês de Rua
5. Construção Viola de Cocho / Alcides Ribeiro
6. Inclusão Literária / Clovis Matos
7. Marionetes / Carlão dos Bonecos
8. Movimento Rota
9. Oficina de Pipas / Teatro em Cena
10. Oficinas Recreativas / SESC
11. Teatro Lambe Lambe / Caixas no Caminho

Entorno da Arena

1. Mundo Criativo
2. Feira Gastronômica
3. Feira de Artesanato

 


Espaço Silva Freire recebe evento que reúne música, intervenções visuais, artes cênicas e skate

A Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo junto com o Espaço Toma realizam neste sábado (28), no Espaço Cultural Silva Freire, o 9º Ato do Circuito Autoral que comtempla a diversidade da produção musical local, com shows de rock, hip-hop, MPB e instrumental, além de intervenções visuais e cênicas. O evento também traz duas atrações especiais, a banda Choko Freaks (SP) e o guitarrista David Dafré da banda Vanguart. A intervenção cultural começa partir das 15:00 horas e a entrada é gratuita.

Para a Prefeitura de Cuiabá um evento como este, totalmente autoral, ressalta o desejo e o empenho da gestão em participar dos movimentos culturais ordenados por artistas da cidade. Além de evidenciar o resgate do patrimônio artístico-cultural do Espaço Silva Freire, já que os organizadores são parceiros do município na revitalização do espaço.

“Desde que estou à frente da secretaria o Billy tem sido um militante incansável para que possamos ocupar o Espaço Cultural Silva Freire e sempre que nos procura estamos prontos a atendê-lo. Para este sábado, estamos trabalhando junto à Secretaria de Serviços Urbanos para garantir a limpeza, a pintura e a iluminação para levar mais conforto e segurança ao público que irá prestigiar o evento”, assegurou o secretário, Francisco Vuolo.

O Espaço Toma, idealizado pelo cantor e guitarrista Billy Espíndola, vem realizando o circuito autoral com o objetivo de movimentar, fomentar, criar novos espaços, dar a oportunidade e assessoria para as bandas autorais cuiabanas. Esta edição também está trazendo os movimentos dos skatistas, dos grafiteiros, do hip hop, do rap e das artes cênicas.    

“A intenção é fortalecer as bandas, dar espaço para a galera mostrar seu som, incentivar e apoiar a nossa produção autoral. Como também criar um intercâmbio com as bandas e músicos autorais de outros estados. Na verdade, o bacana do evento é reunir nossos amigos, que são artistas e proporcionar um espaço para eles divulgarem seus trabalhos, independente do segmento cultural”, esclarece Billy Espíndola, diretor do Espaço Musical Toma.

Durante o evento irão se apresentar as bandas Choko Freaks, Ekoar, DazAntigas, Banana Cheaps, Coregreed, Tocandira, Lord Crossroads, Vintage Rock, Sr. Infame, Metal Belly Dance, Bong Dan e Billy Espíndola. O rap ficará por conta do grupo Quebrada Ativa, que também se une à diversidade da MPB com apresentação conjunta de Hendson Santana e a rapper Azul. O músico Thales Paiva também compõe a programação com trabalhos que contemplam estilos da MBP e, somando à cultura hip-hop, o artista plástico Babu Seteoito grafita ao vivo o espaço que também terá pista de skate.

 

Serviço

O que: 9° ATO - Circuito Autoral

Quando: Data: 28 de abril

Onde: Espaço Cultural Silva Freire - Av. Palmiro Paes Barros, Cuiabá (ao lado da policlínica do Coxipó)

Horário: a partir das 15h


De Rage Against the Machine a Ultraje a Rigor, covers nacionais agitam Cuiabá neste fim de semana

Se uma "bomba-canção" existisse no rock'n'roll, a banda Rage Against The Machine estaria a postos para disparar riffs justiceiros e devastadores em direção à plateia. Munidos do espírito explosivo das boas composições do grupo, os mineiros do Renegades of Funk – cover do RATM – aterrissam em Cuiabá, nesta sexta-feira (20.04), para mais uma apresentação impactante no Malcom Pub.   

Sucesso de público, o grupo – composto por Francisco Leão, Nathan Augusto, Weimer Brandão e Marcos Carnavali – traz na bagagem oito anos de estrada e promete reproduzir com fidelidade o som da banda liderada por Zack de la Rocha.  

Inspirados pelas canções atômicas como "Killing in the Name", "Bombtrack" e "Take the Power Back", o grupo irá acender o rastilho – e a plateia – por meio de faixas como "Bullet in the Head" e "Know Your Enemy", entre outras. Aliás, a fúria das letras e a sonoridade farpada do RATM também se traduzem no diálogo do rock com outros estilos, como o hip hop, e parecem acertar em cheio a nostalgia de sua legião de fãs.   

“Os fãs do Rage Against the Machine, com certeza, irão enlouquecer com o show. A energia que rola nas apresentações da banda mineira é muito alta. Sem contar que o grupo passa uma mensagem contundente e que continua contemporânea. Será uma noite para fazer o Malcom ‘Rage Again’. No sábado não será diferente. Vai rolar shows pra lá de divertidos e interativos”, comenta Alexandre Matozo, um dos proprietários do Grupo Malcom.

 No dia 20 de abril também entram em cena os músicos mineiros da MWM com o melhor do rock nacional e internacional. O evento conta com a assinatura rock'n'roll da Container Produções e do Grupo Malcom. Ao mesmo tempo em que rola o Especial Rage Against The Machine no Pub, no Club é o techno que guiará a festa Basement – que traz em seu lineup os DJs Casteli, Igor Felipe e Zé Curvo.      

ESPECIAL ULTRAJE A RIGOR – No sábado (21.04), a banda MWM retorna para invadir a “praia” e o palco do Malcom Pub com o Especial Ultraje a Rigor. De Belo Horizonte para Cuiabá, os músicos chegam munidos de hits como “Inútil”, "Rebelde Sem Causa” e “Pelado”, entre outros. A noite ainda contará com banda Surpresa. Enquanto que, no Malcom Club, o Hip Hop e Reggaeton tomam conta da pista sob o comando dos DJs Danilo Soares e Mr. Nose.  

SERVIÇO – No dia 20 de abril, a entrada será de R$15. Já, no dia 21 de abril, o valor será de R$20. Vale ressaltar que a entrada concede o direito a circular pelos dois ambientes do Grupo Malcom, que está localizado na Avenida Miguel Sutil, número 10.240, no Bairro Santa Rosa (Ao lado do Gran Odara Hotel). Mais informações pela fan page: www.facebook.com/malcompub .

 

Cine Teatro exibe trajetória de Torquato Neto nesta terça-feira

A trajetória de um dos artistas centrais para o movimento cultural da Tropicália é o fio condutor de “Torquato Neto: todas as horas do fim”, atração desta terça-feira, (20.03), às 19h30, no Cine Teatro Cuiabá.

O filme abre a temporada 2018 da ação “Encontros com Cinema”, projeto realizado pelo Cine Teatro Cuiabá em parceria com a Pró-reitoria de Cultura, Extensão & Vivência (Procev), Cineclube Coxiponés e o curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal de Mato Grosso.

Os participantes são estimulados a conhecer ou revisitar filmes de cineastas prestigiados no circuito autoral e independente, formando plateias para o cinema que está distante das salas de exibição do circuito comercial da cidade de Cuiabá, além de estimular a prática social de frequentar uma sala de cinema e estabelecer vínculos não apenas com os filmes exibidos, mas também com outros participantes da ação.

Entre março e outubro desse ano haverá exibição de filmes com essa ideia. Nas primeiras terças-feiras do mês, a Sessão Ciné France exibirá filmes franceses em parceria com a Cinemateca da Embaixada da França e o Institut Français.

Nas segundas terças-feiras do mês, a Sessão Realizadores de Mato Grosso exibirá uma seleção de curtas de realizadores do estado.

Nas terceiras terças-feiras do mês (como é o caso desse 20 de março), a Sessão Vitrine Petrobrás projeta em Cuiabá os filmes da Vitrine Filmes recém-lançados no circuito brasileiro de cinema.

E, finalmente, nas últimas terças-feiras do mês, o foco do Ciclo Almodóvar recai sobre a obra do cineasta espanhol Pedro Almodóvar.

A curadoria e mediação da ação é de Diego Baraldi e Ana Maria Souza. Para a Sessão Realizadores de Mato Grosso, Caroline Araújo e Keiko Okamura colaboram na organização e mediação das sessões.

Sinopse do filme

Torquato Neto (1944-1972) vivia apaixonadamente as rupturas. Atuando em múltiplas frentes – no cinema, na música, no jornalismo –, o poeta piauiense engajou-se ativamente na revolução que mudou os rumos da cultura brasileira nos anos 60 e 70. Foi um dos pensadores e letristas mais ativos da Tropicália, parceiro de Gilberto Gil, Caetano Veloso e Jards Macalé. Junto à arte marginal, radicalizou sua atuação e crítica cultural, com Waly Salomão, Ivan Cardoso e Hélio Oiticica. Por fim, rompe com sua própria vida. Suicida-se no dia de seu aniversário de 28 anos.

A entrada é simbólica e serve de taxa de manutenção do Cine Teatro Cuiabá: R$4,00 (inteira) e R$2,00 (meia). 

 

 

Por que as crianças acreditam (ou não) que o Papai Noel existe?

83% das crianças de cinco anos pensam que o Papai Noel é real, segundo um estudo

El País

Natal chegou e com ele os mitos que o acompanham: o mais importante deles é o do Papai Noel. Nesta época, muitas crianças escutam a história de um homem que vive eternamente, mora no Polo Norte, sabe o que todas as crianças do mundo querem, dirige um trenó puxado por renas voadoras e entra nas casas através da chaminé, que a maioria das crianças nem sequer possui.

Dados os inúmeros absurdos e as contradições da história, é surpreendente que as crianças acreditem nisso. No entanto, a pesquisa que realizamos no meu laboratório mostra que 83% das crianças de cinco anos pensam que o Papai Noel é real.

Por quê?

Uma vantagem evolutiva?

Na base desse paradoxo está um ponto de vista de fundo segundo a qual a natureza das crianças pequenas é intrinsecamente crédula –ou seja, elas acreditam em tudo que lhes contam–, e não racional.

O célebre etólogo e escritor Richard Dawkins propôs em um ensaio de 1995 que as crianças são crédulas por natureza e propensas a acreditar em quase tudo. Ele insinuou que acreditar era uma vantagem evolutiva para os pequenos. E ilustrou isso de forma bastante convincente com o exemplo de um menino que vivia perto de um pântano infestado de jacarés. Dawkins argumentou que um menino cético que tende a avaliar criticamente a recomendação dos pais de não tomar banho no pântano tem menos probabilidade de sobreviver do que outro que a acata sem pensar.

Essa ideia de que as crianças pequenas acreditam nas coisas facilmente é compartilhada por muita gente, entre elas o filósofo Thomas Reid do século XVIII e psicólogos do desenvolvimento, que argumentam que as crianças têm uma forte inclinação para confiar no que as pessoas lhes dizem.

É possível que elas não sejam muito diferentes dos adultos?

No entanto, a pesquisa que realizamos no meu laboratório mostra que, na realidade, as crianças são consumidoras racionais e reflexivas de informação. Na verdade, em grande parte usam as mesmas ferramentas que os adultos para decidir no que acreditar.

Quais são, então, algumas das ferramentas que os adultos usam para decidir no que acreditar e que provas temos de que as crianças dispõem delas? Vou me concentrar em três. Uma é a atenção ao contexto em que a nova informação é inserida; a segunda é a tendência a avaliar essa nova informação, comparando-a com os próprios conhecimentos iniciais, e a terceira é a capacidade de avaliar a competência dos outros no assunto.

Vejamos primeiro o contexto.

Imagine que você lê um artigo sobre uma nova espécie de peixe que chamaremos de “surnit”. Em seguida, imagine que você lê o artigo em dois contextos diferentes. Em um deles, seu médico chega atrasado e você está na sala de espera lendo o artigo em um exemplar da National Geographic, a revista oficial de uma sociedade científica.

No outro, você tropeça com o artigo sobre a descoberta enquanto espera na fila de uma loja e folheia a National Enquirer, uma publicação sensacionalista norte-americana distribuída em supermercados. Suponho que o contexto em torno da sua introdução a essa nova informação orientaria seu julgamento sobre a existência real do novo peixe.

Em essência, isso foi o que fizemos com as crianças. Falamos a elas sobre animais desconhecidos, como os surnits. Alguns ouviram o que lhes contamos em um contexto fantástico, no qual dissemos que dragões ou fantasmas capturavam os peixes. Outros souberam da existência deles em um contexto científico, no qual explicamos que médicos ou pesquisadores os utilizam.

Com apenas quatro anos, a probabilidade de as crianças afirmarem que os surnits existiam realmente era maior quando tinham ouvido falar deles no contexto científico do que no fantástico.

Como as crianças usam o conhecimento e a autoridade

Uma das principais maneiras que os adultos têm de aprender coisas novas é ouvir outras pessoas falarem sobre elas. Imagine que você ouve um biólogo marinho falar sobre uma nova espécie de peixe ou seu vizinho, que normalmente fala com você de notícias sobre abduções de extraterrestres. Sua avaliação da autoridade e da confiabilidade de ambas as fontes provavelmente orientará suas ideias sobre a existência real do peixe.

Em outro projeto de pesquisa, apresentamos às crianças animais desconhecidos para elas que poderiam ser possíveis (por exemplo, um peixe que vive no oceano) ou impossíveis (por exemplo, um peixe que vive na Lua). Então nós lhes demos uma escolha entre descobrir por si mesmos se o ser realmente existia ou perguntando a alguém. Elas também ouviram o que lhes foi contado por um guarda de zoológico (um especialista) ou um cozinheiro (um não especialista).

O célebre etólogo e escritor Richard Dawkins propôs em um ensaio de 1995 que as crianças são crédulas por natureza e propensas a acreditar em quase tudo. Ele inclusive insinuou que acreditar era uma vantagem evolutiva

Descobrimos que as crianças acreditavam em seres possíveis e rejeitavam os impossíveis. As crianças tomaram a decisão comparando a informação nova com os conhecimentos de que já dispunham. No que diz respeito aos animais improváveis –aqueles que era possível que existissem, mas eram pouco frequentes ou estranhos–, a probabilidade de que acreditassem neles era maior quando aquele que afirmava que existiam era o guarda do zoológico do que quando era o cozinheiro.

Em outras palavras, as crianças usam a autoridade, como os adultos.

Os adultos são a explicação

Se as crianças são tão espertas, por que acreditam em Papai Noel?

A razão é simples: pais e outros adultos fazem todo o possível para alimentar o mito. Em um estudo recente, descobrimos que 84% dos pais declararam ter levado os filhos para ver mais de dois papais noéis vivos durante o Natal. The Elf on the Shelf [O Duende na Estante], que originalmente era um livro infantil ilustrado cujos protagonistas eram os duendes que informavam o Papai Noel como as crianças se comportavam quando o Natal se aproximava, agora é uma franquia multimilionária. Além disso, os correios dos Estados Unidos promovem o programa “Cartas do Papai Noel”, pelo qual envia respostas pessoais às cartas das crianças.

E por que nos sentimos obrigados a nos esforçar tanto? Por que o tio engraçado da família insiste em subir no telhado na véspera de Natal para fazer ressoar seus passos e tocar os sinos?

A resposta é, simplesmente, que as crianças não são irrefletidamente crédulas e não acreditam em tudo o que lhes contamos. Portanto, nós, adultos, temos que inundá-las de provas como os sinos no telhado ou os papais noéis vivos no shopping center.

Como as crianças avaliam

Considerando este esforço, seria basicamente irracional que as crianças não acreditassem no Papai Noel. Na verdade, ao fazê-lo estão exercendo sua capacidade de pensar cientificamente.

Em primeiro lugar, os pequenos avaliam as fontes de informação. Como a pesquisa que estamos realizando no meu laboratório indica, existem mais probabilidades de que acreditem no que um adulto diz sobre o que é real do que no que uma criança diz.

Em segundo lugar, eles usam a evidência (por exemplo, o copo de leite vazio e os biscoitos meio comidos da manhã de Natal) para chegar a uma conclusão sobre se esse ser existe ou não. Outro estudo do meu laboratório mostra que as crianças usam provas semelhantes para orientar suas crenças sobre a Bruxa das Balas, um ser fantástico que as visita na noite do Halloween e deixa brinquedos novos em troca de balas.

Em terceiro lugar, os estudos mostram que, à medida que a compreensão das crianças se torna mais sofisticada, elas costumam fazer mais perguntas sobre os pontos absurdos do mito do Papai Noel; por exemplo, como um homem gordo pode caber em uma chaminé estreita ou como os animais podem voar.

Você está se perguntando o que dizer ao seu filho?

Alguns pais se perguntam se, ao participar do mito do Papai Noel, estão prejudicando seus filhos. Tanto os filósofos como os blogueiros argumentaram contra a perpetuação da “mentira do Papai Noel”, e alguns chegaram a afirmar que isso poderia levar à desconfiança permanente em relação aos pais e outras autoridades.

Então, o que os pais deveriam fazer?

Não há evidências de que acreditar e acabar deixando de acreditar no Papai Noel afete significativamente a confiança nos pais. Além disso, as crianças não só possuem as ferramentas para descobrir a verdade, como participar da história do Papai Noel pode ser uma oportunidade para que elas exercitem essas habilidades.

Então, se você acha que seria divertido para você e sua família convidá-lo a ir à sua casa no Natal, faça isso. Não vai provocar prejuízo algum aos seus filhos e é possível que eles aprendam algo.


A TV e o cinema mudaram e o império Disney decidiu contra-atacar

 Aliança entre Disney e Fox procura sobreviver à morte da TV a cabo e deter a Amazon e a Netflix

El País

Disney resiste com unhas e dentes a ceder terreno desse império cuja construção consumiu muitos anos e dinheiro. O grupo de entretenimento se vê pequeno e isso cria uma desvantagem para competir em uma indústria em que os gigantes da tecnologia, a televisão a cabo e as empresas de telecomunicações tentam se estabelecer como alternativas aos meios tradicionais para atrair o consumidor. Então, para ganhar tamanho, a casa do camundongo Mickey comprou os ativos de outro velho titã, a Twenty-First Century Fox.

Robert Iger, diretor-geral da Disney, e Rupert Murdoch, dono da Twenty-First Century Fox, são grandes rivais. Mas também se respeitam, e muito. Ao ponto de se reunirem ocasionalmente para falar sobre como vão as coisas na indústria que dominam. No final do verão discutiram sobre as novas forças que estão transformando o negócio. Concordaram na análise.

Iger viu naquele momento uma janela de oportunidade para saber de Murdoch se estava disposto a fazer algo juntos para preservar o que tinham construído. O que não esperava era que ele aceitasse sua proposta tão rapidamente, algo que uma década atrás teria sido impossível de imaginar. O pacto reflete, de fato, o medo e a ansiedade que dominam Hollywood por causa da rápida transformação da indústria.

O negócio do entretenimento é controlado por quatro grandes conglomerados, considerados há até pouco tempo como sacrossantos: Disney, Time Warner, Comcast (NBCUniversal) e Twenty-First Century Fox. A esse grupo somam-se CBS Corporation, Viacom (Paramount), Sony e Lions Gate. Avançavam na mesma direção até o surgimento de Netflix, Amazon, Alphabet (YouTube), Facebook e, potencialmente, Apple. Pela primeira vez em um século, os consumidores se deslocam a outras plataformas em busca de conteúdo e isso está criando vários canais de distribuição. “São eles que nos dirigem para o que querem ver e como”, reconhece Jeffrey Katzenberg, cofundador da DreamWorks, “não nós”. Os novos meios e os antigos tentam caçá-los com uma oferta competitiva, “todo mundo quer vender conteúdo”.

Iger substituiu Michael Eisner em 2005. Nos últimos 15 anos, o grupo assumiu o controle de marcas conhecidas no mundo do entretenimento para fortalecer seu império, como Pixar, ESPN, Marvel Entertainment ou Lucasfilms. E também adquiriu plataformas de distribuição e tecnologias para levar programas ao consumidor, como oPlaydom, Maker Studios ou, mais recentemente, BAMTech.

Pela primeira vez em um século, os consumidores se deslocam a outras plataformas em busca de conteúdo e isso está criando vários canais de distribuição

A Disney é uma máquina de criação de conteúdo que é quase impossível de replicar, como a Fox. Juntas, controlam 40% das receitas de bilheteria nos EUA. Apesar do seu poder, tem uma vulnerabilidade maior: não controla os canais através dos quais filmes e séries são distribuídos. As receitas de sua divisão de mídia, a mais poderosa, estão sob pressão porque mais e mais lares estão prescindindo das assinaturas de televisão a cabo.

Leslie Moonves, diretor-geral da CBS Corporation, vê a situação mais difícil. “Competimos com monstros”, admite, “a Disney é seis vezes maior do que nós, como a Comcast. A capitalização da Netflix é enorme e a Amazon produz conteúdo. Continuamos sendo uma pequena empresa de produção à moda antiga. Teremos de nos associar com outras empresas de conteúdo e distribuição”. A Comcast começou a mudar o panorama com a NBCUniversal em 2009 e, no ano passado, comprou a DreamWorks Animation. A AT&T comprou há dois anos o distribuidor de televisão por satélite DirecTV e continuou depois com a Time Warner, que controla a HBO, a DC Comics e os estúdios Warner. A Lionsgate adquiriu a Starz e a Discovery Communications acaba de entrar em um acordo com a Scripps Networks.

Rupert Murdoch também sondou a Time Warner alguns anos atrás com a intenção de fazer uma fusão, porque avaliou que lhe daria o tamanho que precisava para competir em um mercado que estava começando a se transformar. Mas o jogo de forças no setor de mídia mudou muito desde então. A única maneira para a Fox competir com novos rivais no streaming é se concentrar no conteúdo ao vivo. Não são só as cadeias tradicionais que perdem valor. Os estudos também se depreciam e a produção de conteúdo está cada vez mais cara. A solução para o problema, de acordo com a estratégia de Iger, passa por criar um novo modelo de distribuição direta que dê ao consumidor acesso fácil e sem intermediários a um conteúdo de qualidade, através do dispositivo que quiser e quando quiser.

Mudança radical

Há uma década, o uso maciço dos telefones smartphones começou a mudar a forma como as pessoas consomem conteúdo. Reed Hastings viu esse potencial com a Netflix. Transformou seu serviço de envio de filmes alugados por correio postal em uma plataforma para visualização online a partir de dispositivos eletrônicos. ABC, NBC e Fox criaram a Hulu, onde colocaram o que já não utilizavam. E, em seguida, a Amazon se juntou.

A compra da Fox reafirma que a estratégia da Netflix funciona. A Disney aspira a ser um concorrente extraordinário. O grupo já está desenvolvendo sua plataforma de streaming, que começará a operar em 2019, e o pacote de ativos que comprou da Fox inclui a participação na Hulu, onde cada uma controla 30%. Paralelamente, retirará seus filmes da Netflix. Vai levar tempo para que tenha uma videoteca como a da Netflix e da Amazon. Para os analistas da eMarketer, a chave estará no fato de que o conteúdo seja suficientemente atraente para ser competitivo no momento de vender assinaturas havendo tantos serviços alternativos. A compra da Fox permitirá incluir títulos como X-MenPai de FamíliaArquivo X ou Os Simpsons em seu repertório.

“A nova empresa resultante da fusão”, dizem os analistas da Moody’s, “terá uma propriedade intelectual muito importante para competir de forma mais agressiva diante da disrupção e em uma indústria em plena mutação, onde os consumidores têm cada vez mais capacidade de escolher como e quando consumir conteúdo”. O acordo com a Fox deixa a Sony como o único estúdio com direitos para explorar personagens da Marvel.

Isso resolve uma segunda grande vulnerabilidade. A Disney tem um produto concentrado no consumo familiar. A compra da Fox permitirá diversificar seu público ao incorporar personagens e conteúdo para adultos com histórias mais complexas, como Deadpool ou Wolverine. Também terá Avatar em seu arsenal, que já está presente sob licença em seu parque de diversões Walt Disney World Resort. O acordo com a Fox também reunirá o universo Star Wars. A Disney controla os direitos de todos os filmes graças à compra, há cinco anos, da Lucasfilm. Mas os Murdoch mantiveram os direitos sobre a versão original produzida pela Fox em 1977 e os primeiros personagens da saga. Isso abrirá, de acordo com o próprio Iger, mais oportunidades para uma franquia inesgotável.

Laura Martin, analista da Needham, ressalta que a operação também traz uma escala aos ativos da Fox que os Murdoch não poderiam conseguir. Ross Gerber, da Gerber Kawasaki, diz que o negócio de mídia muda tão rapidamente que a Disney poderia acabar sendo comprada caso não se mexesse. Por isso, as implicações, prevê, serão enormes. Gerber vê que o negócio de entretenimento será uma coisa da Disney, Netflix e HBO, se a AT&T conseguir fazer a fusão com a Time Warner. Os analistas da RBC Capital e da Macquarie concordam ao antecipar que esse aumento de tamanho por parte da Disney pode desencadear uma fúria de fusões e aquisições. Todos na indústria agora procuram ganhar escala.

A operação traz uma escala aos ativos da Fox que os Murdoch não poderiam conseguir sozinho

Martin indica que esses movimentos farão que Viacom e CBS voltem a cogitar uma fusão. E com os ativos mais valorizados escasseando, Lionsgate, MGM, Sony e Paramount podem entrar no jogo. A outra opção que os pequenos têm é adotar um modelo de negócio diferente que passaria por condensar seus canais de distribuição, eliminando cadeias. É um passo difícil, mas não impossível. A aposta da Disney não é apenas para reinar no streaming. A compra da Fox permitirá que ela busque um público global graças à britânica Sky, a indiana Star e canais como National Geographic. Também reforça a posição global da ESPN, que terá direitos de transmissão de eventos esportivos na Europa e na América Latina. É um negócio em que estão penetrando Amazon, Facebook e Verizon com Yahoo e AOL.

Conforme observado pela Gerber Kawasaki, graças à operação com a Fox, a Disney cobrirá todas as regiões. “Seus tentáculos chegarão a todos os cantos do planeta”, acrescenta, lembrando que os grandes grupos até agora concentraram suas estratégias nos mercados dos EUA e da Europa. A tecnologia móvel permite levar o vídeo a bilhões de pessoas em todo o mundo. A Netflix já tem sua plataforma operando em uma centena de países e possui 109 milhões de assinantes. Sua expansão está sendo muito agressiva. Mas o futuro do streamingnão será de um único ator nesse mercado e a operação de Iger o obrigará a depender cada vez mais de sua capacidade de gerar conteúdo próprio. O plano de Hastings é investir 8 bilhões de dólares (cerca de 26,7 bilhões de reais) em programação em 2018, para garantir que 50% da oferta seja original no fim do próximo exercício. É a mensagem que envia a Hollywood para dizer que é dono de seu destino. E garantir que não levará um golpe quando os estúdios lhe retirarem suas licenças. A nova oferta inclui 30 séries animadas.

A integração da Disney e da Fox levará até 18 meses. Isso permite que a Netflix, que está vendo suas receitas crescerem a uma taxa de 33% e seus usuários de 25%, continue a investir em conteúdo para ganhar mais consumidores enquanto o conglomerado avança com a operação. Na mesma semana em que o acordo foi anunciado, a plataforma recebeu nove indicações ao Globo de Ouro. Foi superada apenas pela rede HBO, da Time Warner.

 

Governo quer destinar recursos de loterias diretamente a projetos culturais

Agência Brasil

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, disse hoje (19) que o governo está elaborando um projeto de lei para destinar recursos das loterias federais para projetos culturais. “Diretamente da Caixa para os proponentes. Isso vai ser um programa de fomento à cultura na ordem de R$ 350 milhões. O maior que já foi feito na história do país”, disse Leitão.

Atualmente, a Caixa repassa valores arrecadados com as loterias para o Fundo Nacional de Cultura, que funciona por meio da renúncia fiscal; em 2016, foram mais de R$ 359 milhões. O Fundo Penitenciário Nacional, o Fundo Nacional de Saúde, o Programa de Financiamento Estudantil (Fies), a Seguridade Social e o esporte nacional também são beneficiários.

Assim como acontece com a Lei Federal de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet, a nova lei deve garantir repasses diretos aos projetos culturais.

Segundo Leitão, o ministério também deve anunciar em 2018, no âmbito da política do audiovisual, investimentos de R$ 700 milhões por ano ao setor, durante 10 anos. “O que vai colocar nosso setor audiovisual entre os cinco maiores do mundo”, disse, explicando que os recursos serão descentralizados, levando em conta a diversidade cultura e regional do país. Para o Norte, Nordeste e Centro-Oeste serão reservados 30% dos recursos e para o Sul, 10%.

Classificação indicativa em museus

Também para 2018, o governo federal vai trabalhar para a aprovação, no Congresso Nacional, de um projeto de classificação indicativa para museus e exposições culturais. Segundo o ministro, a minuta do projeto já foi apresentada ao Palácio do Planalto. “Nós defendemos, de maneira enfática, a adoção de classificação etária também no que diz respeito a museus e centros culturais, exposições e outras atividades, como acontece no cinema, na TV e nos games”, disse Leitão.

Polêmicas em exposições artísticas pelo país levaram o ministério a propor a medida. Em setembro, a exposição QueerMuseu foi suspensa, em Porto Alegre, após protestos nas redes sociais, assim como a apresentação de Histórias da Sexualidade, que levou o Museu de Arte de São Paulo (Masp) a proibir, pela primeira vez, a entrada de crianças e adolescentes para visitar a mostra. O museu acabou voltando atrás e liberando a entrada de menores de 18 anos, desde que acompanhados pelos pais ou responsáveis.

“Penso que se tivéssemos um sistema de classificação funcionando, boa parte dessas polêmicas e controvérsias não teriam acontecido ou não teriam a dimensão que tiverem”, disse, explicando que, enquanto não há a adoção de um sistema único, o Ministério da Cultura orientou que as próprias entidades culturais adotem um sistema de autoclassificação.

Ordem do Mérito Cultural

Hoje, o Ministério da Cultura entrega a Ordem do Mérito Cultural 2017, principal homenagem pública da cultura brasileira. Serão condecoradas 32 personalidades e instituições que contribuíram para a cultura nacional. Este ano, o evento tem como tema “Cultura, Inovação e Empreendedorismo”.

“O tema homenageia artistas, criadores e empreendedores culturais que, por meio do seu esforço e dedicação, contribuíram não apenas para o engrandecimento da cultura, mas para o fortalecimento da cultura como atividade econômica”, disse Leitão, contando que as atividades culturais respondem por 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, R$ 10 bilhões em impostos, além de 1 milhão de empregos diretos.

O ministro ressaltou que as mudanças na Lei Rouanet e na Lei do Audiovisual são mecanismos que ampliam o acesso e aumentam o volume de recursos, promovendo o empreendedorismo cultural. “A política cultural é promoção de desenvolvimento econômico no país”, disse.


O destemido balé das bailarinas cegas

Escola de balé para cegos ajuda a levar coragem para realizar um sonho de diversos alunos em São Paulo

El País

“Um, dois, três, pula, quatro. Olha o copo d’água na cabeça! Não deixem ele cair! Estica mais esta perna!”. Os comandos da professora de balé Fernanda Bianchini, 38, davam o tom dos passos finais para a apresentação de fim de ano da turma infantil da escola que leva seu nome, na Vila Mariana, em São Paulo. “Abaixa os ombros! Sorriso no rosto!”, repetia, ao som de uma animada música clássica. “Verônica, hoje à tarde virão os príncipes e as cinderelinhas. Vamos fazer o ensaio completo, tá?", disse Fernanda para Verônica Batista, 28. “Tudo bem”, respondeu a aluna e também professora na escola, enquanto se alongava antes do ensaio começar.

A apresentação final seria em dois dias. Depois disso, algumas turmas seriam suspensas para as férias, outras ainda teriam algumas poucas aulas antes do Natal. Logo após as crianças, começaria o ensaio das adultas, que encarariam uma série de repetidas apresentações de balé clássico, seguidas de sapateado. Muitas das alunas passariam aquele dia inteiro na escola.

As aulas de dança da turma de bailarinas de Verônica, todas na faixa dos 30 anos, é assistida por um aluno especial: Duke, um pastor alemão adulto. Passa horas no canto da sala, posicionado abaixo da barra, acompanhando com os olhos vidrados a cada rodopiada que sua dona, Marina Guimarães, 31, dá de costas para o espelho. Duke é um cão-guia e já está acostumado com o ambiente. “Vou tomar um café, Duke, você fica aqui?”, disse Marina ao cão, que levantou-se no mesmo instante e postou-se prontamente ao lado da bailarina, acompanhando-a até a pequena cozinha da escola. Marina, que é também funcionária pública, nasceu prematura e perdeu a visão quando teve sua retina queimada ainda na incubadora. Assim como ela, grande parte dos alunos da escola não enxerga nada ou quase nada.

Marina faz aulas de balé desde os 10 anos de idade, quando começou a aprender a dança na ONG Instituto de Cegos Padre Chico. Ali, ela conheceu Fernanda Bianchini, que fazia trabalho voluntário com a família na instituição. “Eu fazia balé desde os três anos de idade. Quando estava com 15, fui convidada pela ONG, onde eu já era voluntária, para dar aulas às crianças que eram assistidas pelo local”, conta Fernanda. Quando recebeu o convite, titubeou. “Achei que eu não conseguiria, nunca tinha dado aula antes, ainda mais para crianças tão especiais”.

A bailarina e professora, e hoje também fisioterapeuta, lembra que, na época, os pais lhe deram um conselho valioso. “Eles me disseram ‘filha, nunca diga nãopara um desafio, pois são sempre desses desafios que partem os maiores ensinamentos que temos nas nossas vidas”. Com isso em mente, Fernanda decidiu aceitar o convite. “Mas não foi simples”, lembra. “No primeiro dia de aula, fui ensinar o primeiro passo o echappé sauté, que a bailarina tem que saltar abrindo as pernas e saltar de novo fechando as pernas. E pra ficar mais fácil o processo de ensino e aprendizagem, eu disse a elas: imaginem que vocês estão saltando fora de um balde e depois dentro de um balde”, recorda-se a professora. “Aí, para a minha surpresa, uma aluna levantou a mão e disse ‘tia, mas o que é um balde? Eu nunca vi”. Neste momento, Fernanda percebeu que tinha que primeiro entrar no universo dos deficientes visuais, para só então apresentar o seu mundo, do balé clássico, para eles.

A bailarina Marina Guimarães e o cão Duke.
A bailarina Marina Guimarães e o cão Duke. TONI PIRES
 

Deste pensamento nasceu a metodologia que ela desenvolveu para ensinar suas alunas cegas a dançar balé. As aulas são todas por contato físico: as alunas tocam o corpo dos professores para entenderem em qual posição estão. “Os saltos são iniciados com elas deitadas, com as pernas para cima”, explica Fernanda, que foi fazer pós-graduação em equilíbrio e postura.

Das aulas na ONG, Fernanda abriu sua própria escola, em 1995. Hoje, 350 alunos aprendem balé, sapateado, dança do ventre e teatro. A maioria, assim como Marina Guimarães, a dona de Duke, portadores de deficiência visual completa ou parcial. As aulas são gratuitas e por isso, a escola, que também recebe deficientes físicos, auditivos e intelectuais, é mantida por doações de empresas e pessoas que acreditam no projeto. "Temos mais de 100 pessoas na nossa lista de espera", orgulha-se Fernanda. “As pessoas não percebem que a deficiência pode entrar na vida de qualquer um a qualquer momento”.

"Olhei para o portão e disse: eu vou"

Verônica, a aluna e professora mencionada no início desta reportagem, é um desses exemplos de pessoas que foram pegas de surpresa. Aos nove anos, começou a sentir fortes dores de cabeça. A família a levou ao médico, mas não houve nenhum diagnóstico. Passaram-se meses de dor até que ela fosse parar no hospital já sem enxergar nada. Estava com um tumor na cabeça, que, mesmo após a cirurgia de remoção, levou consigo toda a sua visão. Pouco tempo depois, Verônica recuperaria 5% do que perdera e assim ela permanece até hoje.

Na época em que perdeu a visão, Verônica se recorda que as demais crianças não queriam mais brincar com ela. “Elas tinham medo de ficar cegas também”, diz. A escola, ela conta, quase lhe foi tirada também. “Minha avó era quem tinha de me levar e buscar todos os dias, mas ela foi ficando cada vez mais cansada”, conta ela, que perdera a mãe muito cedo e fora criada pela avó. “Até que ela me disse que não me levaria mais”. Aquele seria, de fato, o primeiro grande desafio de Verônica. “Eu podia ficar em casa para sempre, ou encarar meu medo”, diz. “Então eu disse à minha avó que ia sozinha. Comecei a descer as escadas de casa na esperança de que ela estivesse atrás de mim, mas ela não estava. Me lembro de chegar lá fora, olhar para o portão e dizer ‘eu vou”. Chegando na escola, a primeira coisa que Verônica fez foi ligar para a avó e contar onde conseguira chegar. Depois disso, seus passos ficaram cada vez mais largos.

Frequentar as aulas de balé seria seu segundo grande desafio. “Eu não tinha apoio da minha família, mas tinha a vontade de dançar”, conta. Sozinha, ligou na escola de balé de Fernanda, perguntou sobre um ponto de referência, pegou o ônibus e foi. Chegando no ponto, pediu ajuda a um taxista que, por conhecer o bairro, sabia onde era o local. “Ele me deixou na porta da escola. E eu nunca mais parei”. Hoje, Verônica é aluna e professora de balé e dá aulas de braile também.

"O balé me levou à Paralimpíada"

Marina Guimarães, além do apoio de Duke, também conta com sua família. "Eles sempre me apoiaram. Mas quando eu era criança, fazia natação também e meus pais diziam que com a natação eu poderia ir para a paralimpíada", lembra ela. Mesmo assim, decidiu deixar a piscina e se dedicar somente aos palcos. O que ela e nem sua família esperavam é que o balé, este sim, lhe levaria aos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012. "Fizemos a apresentação de encerramento dos jogos", conta. "Foi super difícil, porque a música tinha um delay e ouvíamos no fone de ouvido em um tempo, e fora do fone, em outro. Não podíamos usar os dois fones, pois tínhamos de escutar também os professores, que ficam na coxia, nos dando as orientações", lembra ela. No final, deu tudo certo. "Acabei, enfim, indo às paralimpíadas. Acho que de alguma maneira era para eu estar lá".

Chegar na escola de balé de Fernanda Bianchini é entrar em um outro universo. Principalmente se não estiver acostumado a conviver com um dos 6,5 milhões de brasileiros que têm alguma deficiência visual. Na entrada, a equipe que trabalha na escola logo aconselhou a reportagem: "se vocês vão tirar foto, fiquem no canto direito da sala, porque as alunas podem esbarrar nos equipamentos e derrubar sem querer". Dá medo mesmo. Mas não é pelos equipamentos que podem cair. É de não saber usar os termos corretos, de sentar ou parar em algum lugar que é passagem das alunas, de brincar com o cão Duke enquanto ele está em horário de trabalho. Parece que ali todo mundo tem algum tipo de medo. Só as bailarinas que não têm.


Airto Moreira, o músico que o mundo venera e o Brasil pouco conhece

O percussionista que tocou ao lado de Miles Davis e fez carreira no exterior volta ao Brasile

El País

Há meio século, Airto Guimorvan Moreira (Itaiópolis, 1941) desembarcava no aeroporto JFK de Nova York sem uma ideia exata do que seria de sua vida. “Só sabia que queria tocar, fazer música, e Nova York parecia ser o local adequado para isso”. Não se enganou.

Quem visita o site do artista se surpreende com a foto de um jovem Airto de gravata borboleta e paletó, recebendo o primeiro prêmio de um concurso para cantores principiantes. “Meu primeiro “trabalho” foi de cantor. Canto desde os 5 anos. Não havia festa de aniversário em que minha mãe não anunciasse: “e agora meu filho vai cantar para vocês...” e eu cantava qualquer coisa, apesar de me aborrecer, mas sabia o que me esperava em casa se não o fizesse. O que eu gostava era de tocar, o que fosse, não me importava. Pegava um instrumento e começava a tocar sem saber muito bem o que fazia”.

Com 17 anos, Airto viajou a São Paulo para tentar a sorte. “Andei pelas boates procurando trabalho, mas naquela época os empresários só queriam cantoras, de modo que comecei a levar a sério isso de tocar um instrumento. Escolhi a bateria”.

Passar da bateria à percussão foi algo natural para Airto. “Não sei como aconteceu, simplesmente comecei a tocar percussão... e até hoje. Eu não planejo as coisas, as coisas me acontecem...”. A vida e o contato com outros percussionistas, afirma, lhe ensinaram tudo o que precisava saber sobre o instrumento. “Existe algo que caracteriza os percussionistas, e é que influenciamos uns aos outros de uma forma, digamos, natural. Por exemplo, em Nova York, muitos iam me ver e viam que eu tocava instrumentos que não eram comuns, e me perguntavam, “Escuta Airto, o que é isso?”. Em pouco tempo eles estavam tocando o mesmo instrumento. Mas eu fiz a mesma coisa com Naná Vasconcelos. A primeira vez que o vi tocando berimbau não entendi absolutamente nada e, no fim das contas, acabei tocando-o também”.

De Nova York ao Rio de Janeiro e de volta. A carreira improvável de Airto o afastaria das turbulências musicais do Brasil dos anos 60 – Tropicália e derivados – para aproximá-lo da trepidante cena jazzística nova-iorquina. “Eu não sabia o que era o jazz aqui no Brasil, pensava que o conhecia, mas não... por isso fui aos Estados Unidos, para inteirar-me”.

Foi através do saxofonista Cannonball Adderley que o nome de Airto Moreira chegou aos ouvidos de Miles Davis. E foi por ele que “o brasileiro”, como era conhecido nos ambientes musicais de Nova York, pôde participar das seminais sessões de gravação que deram origem ao álbum “Bitches Brew”. Em sua autobiografia, o trompetista lembra dos problemas de adaptação do recém-chegado, que imaginava “intimidado” por sua presença: “claro que estava intimidado, mas não por Miles e sim pela música, por ser tão “natural”, o que a fazia muito difícil de assimilar. E eu estava ali, no meio, tentando responder a toda aquela energia em um nível de igualdade com músicos que tocavam juntos por metade da vida... não havia lugar para mim. O que fiz? Comecei a tocar muito, mas muito forte. Até que, um dia, Miles se aproximou e me disse: “não precisa tocar tão forte, simplesmente...toque”. Fiquei totalmente desconcertado: o que ele queria dizer com isso? Porque Miles falava pouco, mas quando o fazia, sua palavra era lei. E tinha razão: eu estava acabando com minhas mãos sem outro propósito além de me destacar entre tudo aquilo, o que não fazia o menor sentido. Então comecei a tocar como se estivesse com medo, você sabe, esse “cha-chá” suave que acompanha um cantor sem voz, esse tipo de coisa... então alguns dias depois Miles veio conversar de novo. “Escute bem, tudo o que você precisa fazer é isso mesmo, escutar e tocar. Só isso”. Essa foi a melhor lição que recebi dele. A partir desse momento, comecei a ouvir a música, a ouvi-la de verdade... porque a música é como um filme, você precisa vê-lo em seu conjunto, os personagens, o enredo e, a partir daí, desenvolver seu papel”.

O EL PAÍS preparou uma playlist no Spotify que perpassa alguns dos principais momentos da carreira do percussionista. A lista começa com sua passagem, ainda no início da carreira, pelo grupo Quarteto Novo; passa pelo seu trabalho solo em discos antigos e recentes, como o novo lançamento Aluê; e termina com sua contribuição ao disco Bitches Brew, de Miles Davis.

De Miles a Chick Corea (Return to Forever), Joe Zawinul (Weather Report), Mickey Hart (Grateful Dead)... dois anos e meio após sua apresentação à sociedade, o percussionista e cantor estava construindo um caminho inédito de renovação para o jazz; caminho que muitos outros seguiriam... “tudo vem de minha ideia do que é um percussionista. Advogo por uma percussão natural. Eu me interesso pelo som, as cores... para mim, o percussionista é um pintor que se move entre os instrumentos de acordo com a música. É a cola que une e dá coesão ao conjunto. Não se trata de impor-se, mas de compartilhar. Não incomodar, mas inspirar”.

Vivendo nos Estados Unidos há mais de meio século, Airto Moreira não pisava em solo brasileiro “há alguns anos”, esclarece, mas sem esclarecer muita coisa. E ainda assim. A relativa frieza com que a visita do filho pródigo foi recebida pela imprensa, não pelo público, mostra um fato indiscutível: o músico brasileiro mais influente fora do país desde Carmen Miranda, João Gilberto e Tom Jobim, está longe de ser profeta em sua terra. “Reconheço que não estou por dentro da atualidade brasileira, mas não é algo que me preocupe muito, porque estou imbuído do espírito do Brasil e sei que tudo o que vier de um país com semelhante patrimônio musical, será bom”.

Sentado em um canto do palco, rodeado por um fascinante arsenal de Objetos Musicais não Identificados, incluindo um jogo de chinelos usados, Airto se apodera da audiência que veio escutá-lo em sua única apresentação carioca, na sala Blue Note Rio. O furacão desatado pelo mais do que septuagenário artista e seu quinteto – o mesmo que o acompanha no último disco, o primeiro gravado no Brasil pelo artista, com as contribuições do guitarrista José Neto e a filha do maestro, Diana Moreira, cantando – acaba com qualquer reticência que pudéssemos ter sobre sua forma. Sua mensagem é iluminadora, vibrante, luminosa... o que essa cidade bela e caótica precisa.


Plano Nacional de Cultura ganha nova plataforma interativa

Está no ar a nova plataforma do Plano Nacional de Cultura (PNC), mais acessível e com facilidades para pesquisar informações relevantes, como monitoramento das metas, vídeos de capacitação e legislação. A interação com os usuários também foi simplificada: agora basta preencher um cadastro com três itens - e-mail, estado de origem e tema de interesse. A partir dessas informações, o Ministério da Cultura (MinC) poderá interagir com a sociedade.
 
Na plataforma é possível conhecer detalhadamente o Plano Nacional de Cultura e seus desdobramentos. As abas apresentam o histórico da implantação do PNC, as 53 metas e um passo a passo esclarecendo as principais dúvidas, como a forma de adesão ao plano, a lei que o instituiu, os planos setoriais e territoriais, as capacitações e as ferramentas de consulta.
 
A atualização da plataforma contribui para o alcance da meta 48 do PNC, que prevê a implantação de uma ferramenta digital para acompanhamento das políticas culturais por, no mínimo, 100 mil usuários de diferentes regiões do país. Na aba "documentos" estão disponíveis relatórios de monitoramento das metas, mas também é possível acompanhar cada uma delas clicando no número específico.
 
Estão disponíveis cinco vídeos de formação à distância, elaborados em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), com orientações para elaboração dos planos municipais de cultura e capacitação de gestores culturais. Também é possível acessar informações sobre assessorias técnicas oferecidas pelo MinC aos gestores públicos estaduais e municipais que fazem parte do Sistema Nacional de Cultura (SNC).
 
A plataforma segue o novo modelo de identidade digital padrão do governo federal e atende às recomendações de acessibilidade na Internet. Na parte superior da plataforma há uma barra de acessibilidade com atalhos de navegação padronizados e opção de alterar o contraste da página. O desenho da plataforma permite o acesso pelos diversos navegadores.
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

Senado aprova prorrogação do Recine e abre caminho para o Novo Audiovisual

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, comemorou a aprovação da Medida Provisória (MP) 796/2017 no Plenário do Senado, na tarde desta terça-feira (12/12). A MP, que prorroga a vigência do Regime Especial de Tributação para Desenvolvimento da Atividade de Exibição Cinematográfica (Recine) e os benefícios da Lei do Audiovisual até 31 de dezembro de 2019, foi aprovada na forma de projeto de lei de conversão (PLV 33/2017), que segue para a sanção presidencial. 
 
Para o ministro, a aprovação da MP 796/2017 representa a vitória de uma luta assumida pelo Ministério da Cultura (MinC). "Estamos muito felizes especialmente pelos benefícios que essa medida traz ao setor, não apenas pela prorrogação do Recine e da Lei do Audiovisual, mas também pela inclusão dos games, a elevação do teto por projeto para R$ 6 milhões, entre outros. O teor da medida vai ser um fator a mais no impulsionamento da indústria audiovisual", afirmou. De acordo com o ministro, o teto tem segurado o orçamento dos filmes brasileiros, o que os tornaria menos competitivos no mercado nacional e internacional. 
 
As previsões do ministro apontam para um cenário promissor e vem ao encontro do esforço empreendido pelo Ministério da Cultura para lançar o Novo Audiovisual, que irá alavancar e reformular a política do setor no País. "Acredito que em dez anos, o mercado brasileiro pode estar entre os cinco maiores produtores de cinema do mundo. Atualmente, a indústria audiovisual integra o campo da economia criativa, setor que responde por 2,64% do PIB, gerando mais de 1 milhão de empregos diretos. É um dos 10 setores que mais contribuem para o crescimento do País.
 
Sá Leitão alertou para a necessidade de incluir a previsão orçamentária do Projeto de Lei de Conversão no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). "Hoje temos uma reunião com o presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), senador Dario Berger (PMDB-SC), para discutir a inclusão da previsão orçamentária", destacou o ministro.

Como fica

A MP prorroga a vigência do Regime Especial de Tributação para Desenvolvimento da Atividade de Exibição Cinematográfica (Recine) e, também, da Lei do Audiovisual, até 31 de dezembro de 2019. O Recine permite a suspensão da cobrança do PIS, da Cofins, do Imposto de Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados nos investimentos de construção ou modernização de cinemas. O programa facilita, por exemplo, a compra e a importação de equipamentos destinados ao setor.
 
Relatora do projeto na Comissão Mista que analisou a medida, a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) apresentou parecer com a previsão que inclui os games produzidos de forma independente e os clipes musicais produzidos pela indústria videofonográfica entre os potenciais beneficiários dos Fundos de Financiamento da Indústria Cinematográfica Nacional (Funcines). Para os games, o incentivo não será válido para os de natureza publicitária, embora possa ser usado também para a coprodução envolvendo brasileiros.
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

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